“Congratulations on your white penis”

“Congratulations on your white penis — because if you have one of those, you probably have a very different experience of the internet” é o comentário de John Oliver que subscrevo, milhares de mulheres são todos os anos vitimas de cyberbullying pelas mais diversas razões.
É bem mais comum do que se pensa, é um sufoco na garganta e para muitas o fim da vida tal como a conheciam, só porque sim e para diversão dos outros sem qualquer respeito pelos seus direitos.

O John Oliver fez uma excelente reportagem sobre o tema que convido todos a ver.

É uma daquelas coisas que me arrepia a espinha e fico incondicionalmente do lado daquelas cuja vida é devassada por pervertidos sem escrúpulos, é preciso legislar urgentemente.

 

Cyberbulling

Impossível não partilhar esta TedTalk de Mónica Lewinsky, um retrato na primeira pessoa. Ela tinha 22 anos, 22 anos apenas. Quem diz a Mónica Lewinsky diz as “Scarlet Johansson” desta vida que vêm a vida privada devassada apenas porque sim, porque são famosas, porque são giras, porque os outros julgam que têm direito de violar a sua vida e a sua privacidade, apenas para satisfazer curiosidades. Não consigo ser conivente com isto, não consigo. Temos de por um ponto final nesta invasão da esfera privada, nesta ausência de ver o outro enquanto ser humano.

 

 

Barbershops e Outras Quesilias

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Quem me conhece sabe que não sou de feminismos ou outros “ismos “, sabe também que sou extremamente distraída.

De Setembro a Dezembro passei diariamente por esta Barbearia nunca reparei em sinais nenhuns sobre discriminação de genero na porta e muitas vezes olhei lá para dentro porque achava piada ao espaço, lembro-me de ver um cliente lá dentro uma vez, todas as outras vezes estava vazia, talvez porque os preços são um tanto ou quanto puxados.

Nos últimos dias fiquei perplexa com uma campanha anti Figaro’s e parece-me que as tontinhas de Lisboa fizeram o que era suposto para a campanha de Marketing da Barbearia, um lugar vazio a tender para o encerramento de repente torna-se numa espécie de Gentlemen’s Club para os hipsters da Capital.

Ora eu que passei ali à porta diariamente durante meses, nunca me deu vontade de entrar nesse Club vazio porque é que de repente por ter a foto de um senhor e um cão me apeteceria? E porque é que os homens não podem ter direito a um lugar só deles? Eu também pertenço a organizações para mulheres e vou a almoços e reuniões só para mulheres ou também não posso e daqui uns dias entram-me restaurante a dentro uns rapazes com cartazes a chamar-nos nomes? E as despedidas de solteiro e solteira passam a ser mistas? E os jantares com amigas passam a proibidos?

Tenham lá paciência! Ser feminista é uma coisa, ser histérica e pouco inteligente é outra, deixem lá a barbearia para os senhores, além de que este género de Barbearias lembra-me sempre o Sweeney Todd, quem é que quer uma lamina afiada junto ao pescoço? E não me venham com “ah mas é o principio” não é o principio nem o fim foi uma manobra de Marketing e vocês caíram que nem umas patinhas. 

A dog in a Poke

Atenção que este documentário tem imagens chocantes, é sobre as puppy farms onde as nossas lojas se abastecem.
E o incrivel é que os cães nas lojas são mais caros que nos criadores que jamais os colocariam nesta situação, isto é bárbaro, mas serve para despertar consciências pelo que não podia deixar de colocar aqui o video apesar de ser um grande murro no nosso estômago.
Quem gosta de cães não pode ajudar este negócio a prosperar.

Juro-vos que isto não me sai da cabeça

Neste caso, a espingarda oferecida a Kristian é o modelo My First Rifle (a minha primeira espingarda), fabricado pela empresa Crickett.Trata-se de um modelo feito especialmente para crianças, disponível em várias cores, e muito popular em alguns estados norte-americanos.” In Público.

Será que eles por lá já conhecem as pistolas de brincar? Por muitas voltas que dê não consigo conceber a imagem de uma pessoa sã mentalmente a dar uma pistola “de verdade” a uma criança, quanto mais uma criança de 5 anos, ainda mais com munição dentro. Não consigo, isto anda a perturbar-me o espirito. Ainda mais quando se lê no dito artigo o seguinte ““Nesta zona do país, não é invulgar uma criança de cinco anos ter uma arma ou um pai passar a sua ao seu filho””, só pode estar tudo louco.

Morrerem tão poucos é um milagre e quase nos faz acreditar numa força do universo que protege as crianças daquele país.

Esterilizar um país inteiro é proibido não é? Podemos então fazer um muro à volta?Ninguém entra nem saí, ficam lá eles sozinhos, assim como assim não vão dar pela nossa falta, desde que tenham o seu país tão fantástico e “extra-ordinário”. O resto do mundo é paisagem para eles portanto. 

Juro-vos que não entendo….e isto faz-me uma confusão diabólica. E isto faz-me ter muito medo daquelas pessoas e do futuro daquela gente.


Acordo Ortográfico

«Claro que isto são rabugices de leigo. […] Mas o leitor também rabujaria se um acordo internacional o obrigasse a abraçar de outra forma, ou a beijar de modo diferente. “Recepção” escreve-se com “p” atrás do “ç”. É assim porque o “p” provoca uma convulsão no “e” – sem lhe tocar. E eu tenho alguma afeição por quem consegue fazer isso.»
RAP”

Não sendo eu fã do trabalho do Ricardo Araújo Pereira, muitas vezes concordo com ele, sempre para grande surpresa minha. Em relação ao Acordo a surpresa não é tanta, ninguém que usa a língua como ferramenta pode ser a favor destas alterações.