Aí…e agora?

Eu não quero estar só. Não estás bem a perceber, EU não quero estar só, com tudo o que esta afirmação acarreta. Tens noção da dimensão do estrago que a tua presença fez na minha vida? Eu não quero estar só, como é isso possível se até há bem pouco tempo tudo o que eu queria era estar sossegada, sozinha, em paz?

Que tempestade foi esta que se formou com a tua simples presença na minha vida?Não fizeste nada demais, simplesmente limitaste-te a existir e a aparecer na minha vida, no meu mundo, no meu espaço, no meu universo sagrado. Sem pedir licença, sem que te ouvisse entrar, não dei pelos teus passos a atravessar a porta, entraste de mansinho e sentaste-te à mesa.

E agora o que faço aos planos e sonhos que tinha meticulosamente delineado? E agora o que faço a esta sensação de máquina de lavar roupa que trago no estômago?

E agora? E agora? É a frase que mais ecoa na minha cabeça.

Levantam-se os medos, os fantasmas do passado, a urgência do futuro, logo agora que vivia tão bem no presente. E agora?

“you jump, i jump, Jack”?

Argh nada disto estava planeado, não agora, não assim, não desta forma tão natural, tão simples.

E agora o que faço aos muros e barreiras? Não consigo erguê-los contigo, simplesmente não consigo, é como se se desfizessem em areia, é como se qualquer artificio estivesse fora de jogo. A racionalidade foi-se, puff, desapareceu…não a encontro mais.
Parece que as regras do jogo mudaram e tudo o que não for 100% genuíno não existe, eclipsou-se.

Aí…e agora?