Finalmente uma resposta à altura

De todas as tragédias e pseudo-parvoices que se colam nos murais do facebook em modo viral!

“POR FAVOR coloca isto no perfil se conheces alguém(ou alguém que tenhas ouvido falar) que já tenha sido comido por Pandas. Os Pandas são imparáveis, e quando têm fome, também cospem fogo. 71% das pessoas não copiam isto porque já foram comidas por Pandas e 28% estão escondidas nos chuveiros com extintores à espera da chegada do Pandoapocalypse, os restantes 1% são os maiores e copiam isto”

Um aparte

É impressão minha ou anda tudo mais leve e sorridente, nem de propósito cheira a D-Day.

Hoje entre várias coisas que li, li “5 de Junho sempre, socialismo nunca mais” o plágio é mais que óbvio, mas com sentido, ontem durante as perguntas feitas pelos jornalistas ao falecido fiquei com a nítida sensação que a censura já tinha saído das redacções, não do Altis, mas das redacções sim.

Apesar da chuva que reina lá fora hoje o dia cheira a esperança, a coisas boas, a um futuro melhor…poderemos desiludir-nos todos daqui a uns tempos, mas por agora sabe muito bem esta leveza.

Post roubado

“para as mulheres que vivem o pior dia.
no dia 10 de maio de 2010 o meu médico disse-me que o coração do meu bebé tinha parado. assim. sem grandes explicações porque não as tinha. e, apesar de ser como ele disse “comum” o que eu senti naquele dia foi tudo menos comum. foi a dor da perda, a frustação, a culpa. foi o pior dia. aquele dia 10 de maio foi o pior dia. pior que o outro que se seguiu em que tive que passar pelas dores físicas para retirar o meu bebé a quem tinha parado o coração. era uma gravidez recente, mas nada nem ninguém me conseguiu convencer de que a minha dor tinha que ser menor por isso. nem mesmo aqueles que me trataram como se eu estivesse a recuperar de uma constipação. aqueles que me deram os parabéns quando souberam que estava grávida e que depois me disseram “isso não foi nada, já passou”. não passou, nunca passou.
mas também não passou um ano. não passou um ano e eu já tenho a minha filha nos braços. outra filha. no dia 3 de maio de 2011 nasceu a maria. uma coisinha linda de quem eu não consigo tirar os olhos. e se eu não esqueço aquele dia que foi o pior, hoje, quando penso nele, vejo-o de maneira diferente. este ano foi um ano de muitos medos. de voltar a perder, de voltar a sentir culpa. de voltar a ouvir “para a próxima consegues vá”. de voltar a sentir que não podia dizer a ninguém que perdi um bebé, porque as pessoas não querem falar nisso. porque é um assunto de que não se fala.
e na altura, em maio de 2010, foi através da internet que conheci muitas estórias de mulheres que tinham passado pelo mesmo do que eu. uma, duas vezes. vezes demais. e foi com elas que ganhei coragem para tentar de novo.
e isto serve para isso mesmo: para dizer às mulheres que estão a passar por aquilo que eu passei que ainda não fez um ano e a minha estória agora é outra. que a coragem, a força e a esperança não devem ser derrotadas por dias que não são esquecidos, mas que são superados por outros bem mais felizes. como o dia em que finalmente conseguimos conquistar aquilo com que tanto sonhámos, que planeámos com tanto carinho. o que nos faz seguir em frente.
é que ainda não passou um ano e a maria, a minha filha, já está aqui a dormir. mesmo ao meu lado.”

menina in buááá…ó mãezinha!

 

Por norma não copio, nem promovo posts dos outros, mas este acho que pode ajudar muitas mulheres que sofrem em silêncio.