Aí…e agora?

Eu não quero estar só. Não estás bem a perceber, EU não quero estar só, com tudo o que esta afirmação acarreta. Tens noção da dimensão do estrago que a tua presença fez na minha vida? Eu não quero estar só, como é isso possível se até há bem pouco tempo tudo o que eu queria era estar sossegada, sozinha, em paz?

Que tempestade foi esta que se formou com a tua simples presença na minha vida?Não fizeste nada demais, simplesmente limitaste-te a existir e a aparecer na minha vida, no meu mundo, no meu espaço, no meu universo sagrado. Sem pedir licença, sem que te ouvisse entrar, não dei pelos teus passos a atravessar a porta, entraste de mansinho e sentaste-te à mesa.

E agora o que faço aos planos e sonhos que tinha meticulosamente delineado? E agora o que faço a esta sensação de máquina de lavar roupa que trago no estômago?

E agora? E agora? É a frase que mais ecoa na minha cabeça.

Levantam-se os medos, os fantasmas do passado, a urgência do futuro, logo agora que vivia tão bem no presente. E agora?

“you jump, i jump, Jack”?

Argh nada disto estava planeado, não agora, não assim, não desta forma tão natural, tão simples.

E agora o que faço aos muros e barreiras? Não consigo erguê-los contigo, simplesmente não consigo, é como se se desfizessem em areia, é como se qualquer artificio estivesse fora de jogo. A racionalidade foi-se, puff, desapareceu…não a encontro mais.
Parece que as regras do jogo mudaram e tudo o que não for 100% genuíno não existe, eclipsou-se.

Aí…e agora?

True Story

Pessoas normais que andam por entre as outras sem que ninguém dê por ela, um mau período, um mau dia…um mau tempo.
Pessoas sem vontade de fazer seja o que for, rodeadas de escuro, de contras, de solidão.

“First Comes Love!”

Quis o destino que o meu filme da noite de passagem de ano, fosse por acaso o documentário “First Comes Love”.

 

Esta é uma ideia antiga que cada vez toma mais forma na minha mente.

Chegados ao séc. XXI não faz para mim sentido nenhum ” arranjar alguém” apenas para ser mãe, ou apenas para seja o que for, ou é a pessoa certa para nós ou seja qual for o propósito vai dar asneira na certa, e é super injusto para a criança, quer dizer carrega logo o fardo de ter de manter dois adultos juntos só porque existe, é demasiada responsabilidade para alguém que nem aos 4kg chega. Já lhe basta os impostos e a dívida pública que terá para pagar só por existir neste país, mas adiante.

Em Fevereiro o Parlamento em principio aprova uma lei que permite a qualquer mulher portuguesa a possibilidade de aceder a um banco de esperma e ser mãe solteira, já o permite a casais. Até hoje qualquer mulher portuguesa que o quisesse fazer teria de recorrer a privados em Espanha e gastar uma pequena fortuna.

Há tempos falava com uma amiga que seguiu a mesma via que o filme, pediu a um amigo e engravidou por inseminação artificial sem recursos a bancos, é uma hipótese, mas quer o rapaz do filme, quer o amigo da minha amiga acabaram por ter grande relevância no crescimento da criança e não tendo responsabilidade financeira sentem-se na responsabilidade moral e acabam por ocupar o papel de pai ausente, mas que está lá, telefona e aos fins de semana fazem programas. E essa é outra questão que balança na minha cabeça, ninguém pode prever o que vai sentir ao ver uma criança que sabe que é sua, é justo pedir isso a um amigo? Porque quer dizer uma coisa é toma lá esperma e segue com a tua vida que eu sigo com a minha, outra é, porque felizmente as pessoas não são robots, a realização e a emoção aliada a existe uma criança neste mundo que descende de mim.

Por outro lado, tendo em conta que nunca sabemos o que nos dita a genética e que os traços do pai estão la no filho, mais vale um amigo que nós conhecemos e de quem gostamos, senão não seria nosso amigo, a um completo estranho que nem nunca sequer vimos e de quem sabemos nada.

Não tenho 41, não estou assim tão longe, mas sinto o relógio biológico a fazer tic tac, sinto que está na altura de reflectir e ponderar as opções.
Segue-se uma conversa com a ginecologista para ouvir uma opinião mais profissional sobre o assunto e procedimentos.

Não pretendo engravidar no próximo ano, mas sinto que devo começar a estudar o assunto com cuidado.

Alguém desse lado passou por este processo?

10 Anos de Blogue

Este blogue fez dez anos no dia 25 de Abril, em dez anos muito mudou e eu mudei imenso devo dizer. Tem sido uma viagem interessante e consigo ver as suas diversas fases retratadas aqui.

Coincidem com esta efeméride algumas mudanças significativas na minha vida, que o mês de Maio traz com ele, também elas irão ser reflectidas aqui. Por isso mesmo este blogue também irá mudar. 

Obrigada a quem se mantém nesse lado à “escuta” apesar da pouca regularidade com que tenho escrito mas também isso irá mudar.

Nomad

ia….uva!

Uma frase que tem significado apenas para quem lhe conhece o contexto, mas que é uma das mais bonitas de se ouvir e é assim que uma música aparentemente triste se transforma numa das que mais alegria me dá enquanto canto .