Amanhã….

Por Alexandre Gamela

Amanhã

 

“Amanhã ninguém iria trabalhar. Nem saíria de casa para nada, nem para levar os putos a passear se estivesse bom tempo, ou para falar com os amigos no café sobre o jogo e e a vida que se complica. 

 

Amanhã ficaríamos todos no sossego do lar a olhar uns para os outros, para os que realmente importam na nossa vida e mostrar que sem eles não somos nada. A vida lá fora não existiria, as ruas ficariam e

ntregues às pombas e aos gatos vadios, e ao vento e aos loucos. 

 

E depois de amanhã seria igual, e depois e depois. Cidades desertas umas atrás das outras, e ninguém nos obrigaria a sair de casa, por mais que o crédito ameaçasse, ou o governo apelasse à ordem natural das coisas. O governo não manda, regula, mas nenhuma regra se aplica a um país deserto . 
 
Durante uma semana, iríamos parar, sem gritos, sem marchas, sem nada, a antecipar o que nos querem dar, que é um vazio maior do que podemos abarcar, uma revolução passiva e silenciosa que só resultaria num país de ficção.
 
Amanhã ninguém iria bater às portas à procura de trabalho ou para emigrar. Amanhã apagaríamos as luzes todas para mostrar como estamos por dentro. Amanhã sonharíamos no que faríamos amanhã, se houvesse um amanhã para nós. 

O que sobrou de hoje foi tudo, menos o nosso futuro.”

 
 
 
 
Uma ideia bonita, num país que cada vez parece sem futuro!
 
 
 

Daniel da Silva

Concerto do Daniel no dia 19 de Junho nas Caldas da Rainha às 21.30 na Antiga Lavandaria Termal, vale a pena quem puder ir ver.

Cinco años, un sueño

Daniel da Silva

 

Daniel da Silva oferece um concerto de guitarra flamenca, com composições próprias, fruto do intenso trabalho produzido para o seu projecto final de curso na Escola Superior de Música de Catalunya, com o qual conseguiu a máxima classificação de Matrícula de Honor e o cumprir de um sonho – poder aprender a arte e o ofício da guitarra flamenca. Este concerto tem uma forte componente instrumental na qual coexistem três principais elementos estruturais do flamenco tradicional: o toque, o cante e o baile.

 

Nasceu em Dezembro de 1983 em Évora (Portugal). Inicia os seus estudos de guitarra aos 13 anos na Academia de Música Eborense (AME).

Em 2002 ingressa na Universidade de Évora (UÉ) onde conclui quatro anos mais tarde a Licenciatura em Música (ramo interpretação: guitarra). Nesta primeira etapa da sua formação estudou com António Caeiro, José Farinha, Manuel Morais, Alberto Ponce y Pedro Jóia. Este último proporciona-lhe uma surpreendente descoberta, que rapidamente se torna uma forte paixão: o flamenco.

Entusiasmado com o timbre, as harmonias e o ritmo deste género musical, viaja em 2006 a Barcelona para estudar guitarra flamenca na Escola Superior de Música de Catalunya (ESMUC) com Rafael Cañizares. Em 2011 concluiu a licenciatura com a máxima classificação no seu concerto final de curso (Matrícula de Honor). Desde então teve também a oportunidade de estudar com Juan Manuel Cañizares y Juan Ramón Caro. Recebeu aulas de acompanhamento ao cante flamenco com José Miguel Cerro “Chiqui de la Línea”.

Em 2008 inicia a sua actividade flamenca nos palcos. Ingressa como guitarrista na companhia flamenca Los Mulero, y no Ballet do reconhecido bailaor José de la Vega, em cuja escolar trabalha como guitarrista acompanhador das aulas de baile flamenco. Durante um ano foi guitarrista do grupo Calima Colores com o qual realizou diversos concertos em Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Grécia e Marrocos. Trabalha regularmente no tablao Los Tarantos onde partilha palco com importantes músicos de flamenco de dentro e fora de Barcelona.

Daniel da Silva participa em diversos projectos de diferentes âmbitos musicais como o jazz, a bossa-nova, a world-music, e sobretudo o flamenco.

Dedica-se também à pedagogia da guitarra outorgando aulas deste instrumento.

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O tempo ainda não me tinha permitido dizer adeus aqui a um querido amigo, de quem gosto muito e que faleceu a semana passada.

Tuguinha um grande murrinho no nariz e que possas agora correr em liberdade e trincar todas as ovelhas que te apetecer. Um abraço bailarino….

R.I.P

Há pessoas que embora já não façam parte da nossa vida e já não vejamos há algum tempo, nos marcaram com a sua simpatia e carinho.
Quando cheguei a Évora a Maria João foi das primeiras a fazer-me sentir em casa, sempre disposta a ajudar no que fosse possível, com um incentivo e uma palavra amiga nos momentos mais difíceis. A vida fez com que os nossos caminhos não se voltassem a cruzar de há uns anos a esta parte.
Hoje a Maria João partiu e o meu coração ficou triste e vazio por nunca lhe ter chegado a agradecer o que fez ,quando cheguei a uma terra desconhecida e que a Maria João ajudou a que sentisse como minha.
Muito obrigada,descansa em paz…com muita música em teu redor!

Daniel Silva

O Daniel era meu colega em Évora e decidiu ir para Barcelona estudar flamenco, como podem reparar valeu bastante a pena. Como diz uma amiga comum o “Daniel é daquelas pessoas que transpira música”.
Parabéns Giesteira, agora o mundo está à tua espera.

* Este é o Concerto de Final de Curso do Daniel na ESMUC onde o Daniel obteve a classificação máxima.

Zambujeira do Mar, encantada – Eurico Pereira

Uma obra composta por Eurico Pereira em 2005.

Junto uma pequeno apontamento bibliográfico sobre o Eurico, como viveu muitos anos em Inglaterra apenas o encontrei em Inglês, desde já peço desculpa por essa falha.

 

“Eurico Pereira began his guitar studies at the age of nine, and three years later was offered a place at the National Conservatoire in Lisbon, where he studied with Manuel Morais. He was also awarded a scholarship by the Foundation Gulbenkian, and was the only student so far to achieve the mark of twenty out of twenty in the guitar final examination of the Conservatoire of Lisbon.

In 1998 Eurico entered the University of Évora, and was selected for several engagements in Lisbon, Évora, and Condeixa, and to perform Rodrigo’s Concierto de Aranjuez for the television channel RTP2. In 2002 the disc Compositores Portugueses was released, with solo recordings by Pereira of works dedicated to him by distinguished composers. This record would receive stunning reviews, and lead to a live performance and interview on the national radio.

Following his graduation with Distinction from the University in 2002, Eurico auditioned for the Postgraduate Diploma course at the Royal Academy of Music in London. He was offered a place and a full scholarship by the Associated Board of Royal Schools of Music, one of only two international awards made to RAM students by this prestigious institution. As a student of Head of Guitar Michael Lewin, Eurico would again achieve the Distinction mark in his final recital.

During his time at the Academy he performed the concert “Dances for moon animals” at David Josefowitz Recital Hall, including the premiere of Heptaphonic dedicated to Eurico by British composer Bob Broadley. He also participated in the Berio Festival in London, performing Sequenza XI, and was selected for appearances at the Bolivar Hall Guitar Festivals, Spitalfields Festival and the Pump Room in Bath.

More recently, Eurico toured Portugal with sponsorship of the Orient Foundation, including the première of Snowscapes in June, dedicated to the guitarist by Hong-Kong composer May-Kay Yau. He was also a soloist with the Horsham Symphony Orchestra under Benjamin Pope, the Manson Ensemble conducted by Sir Maxwell Davies, and appeared in recitals at the Pendon Guitar Society, The Annual Conference of the European Guitar Teachers Association, and the prestigious series of the Bank of Portugal.

This season, the guitarist will be performing the innovative solo tour “Discovering the music of Sor”, with over 10 recitals, and Castelnuovo-Tedesco’s concerti with several orchestras to mark the 40th anniversary since he passed away. This includes the Southgate Symphony conducted by renowned maestro Adrian Brown. Eurico will be the soloist in Concierto de Aranjuez by Rodrigo with Nova Orquestra Sinfónica de Lisboa, at the 2000- seat Aula Magna, and shall recite in Paris and Prague, following his recent 1st prize at the London International Music Competition promoted by the Anglo-Czechoslovak Trust.”

Fonte : Loweguitars

Júlio Pereira

Não é a minha versão preferida da Molinera, aquela batita computadorizada atrás irrita-me q.b., no entanto é uma música fenomenal que me é muito querida. Gosto muito do Júlio Pereira, é pena que o seu trabalho não seja mais divulgado.

 

 

As músicas que se seguem são instrumentais apenas:

O Carrocel Oito é de se tirar o chapéu!