Aqueles que tiverem paciência para ouvir o Joshua Bell falar, ouçam que vale a pena. Os mais impacientes podem ouvir o tema do qual falo em seguida a partir do minuto 6.
Daqui a uns anos quando olhar para os dias de professora de Piano (tarefa que poucos alunos tornam agradável e que fez aumentar substancialmente a quantidade de café que ponho no leite) sei que esta será a melodia ligada a esses momentos, como que a banda sonora.
É a minha preferida do livro de iniciação e por norma é também a preferida dos miúdos, tem qualquer coisa agarrada, algo que nos prende e faz sentir as entranhas.
Não consigo ouvir esta música sem me lembrar da minha ex-aluna L., uma miúda fora de série, que se apaixonou por esta melodia e que apesar dos progressos fantásticos que fez, sempre que me pedia se podia tocar o que lhe apetecia, do alto dos seus 5 anos, era esta canção que tocava e cantava simultaneamente. Tive muitos alunos de piano, mas a L. é a única que me traz momentos nostálgicos e que me dá vontade de telefonar à mãe e perguntar como está a correr, saber coisas dela. Há pessoas que nos tocam cá dentro e a L., apesar da sua tenra idade, deixou uma impressão marcada na minha caixinha das emoções.
