E lá fui pedir ajuda…

Em vão….

Telefonei para a saúde 24 a explicar as minhas insónias e a pedir ajuda, enviaram-me para o centro de Saúde da Ajuda porque é o mais perto do meu local de trabalho, pois o centro de Saúde da área da minha residência já não tem urgências.

A enfermeira da Saúde 24 foi um querida fez todas as perguntas e mais algumas e lá me encaminhou.

A diferença do atendimento no Centro de Saúde, na secretaria foram fantásticas extremamente simpáticas, mas a médica olhou para a ficha e diz: se é de Porto Salvo veio aqui à Ajuda fazer o quê? Não posso fazer nada… Não é daqui não posso fazer nada. Mau Maria, pensei eu com os meus botões, respondi-lhe que da burocracia deles não percebia nada, mas tinham-me enviado para ali por ser o centro do meu local de trabalho, resposta dela e ainda por cima tem ADSE é que não posso fazer mesmo nada. Expira inspira , expira inspira pensava eu….voltou a massacrar-me a dizer que não podia fazer nada que a Saúde 24 não me devia ter mandado para ali, etc…e lá lhe disse que não tinha nada a ver com as burocracias deles precisava era do meu problema resolvido. Resposta dela pois não tem a senhora mas tenho eu.

Pois que a senhora Doutora  falou mais comigo sobre burocracias do que das minhas aflições, não fez nem uma perguntinha, olhou para o computador escrevinhou umas coisas e disse-me tome um meia hora antes de dormir.

Nem alergias, nem outros medicamentos, nem historial médico nada…

Ora como eu com estas coisas da Saúde tenho muito cuidado e suspeito sempre de médicos que não fazem perguntas, nem vêem pressões nem nadica de nada….guardei a receita na mala e vim direita para casa marcar consulta num hospital privado onde sou respeitada, fazem perguntas e querem de facto saber do estado da minha saúde.

 

Sai de lá a pensar, eu estou a pagar impostos para isto? Para ser mal atendida porque a médica acha que só posso ir ao Centro da minha área de residência?

Agora os médicos devem passar a jurar o seguinte.

 

“Eu juro, por Apolo, médico, por EsculápioHigeiaPanaceia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Aplicarei os regimes para o bem do doente ( que tenha residência na área do centro de saúde onde trabalho) segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda a casa (centro de saúde), aí entrarei para o bem dos doentes (cujo centro pertença à área de residência), mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.”

 

Conclusão continuo com sono, cansada, a tremer o corpo todo, com falta de concentração e paciência mas agora juntamos-lhe irritada com o SNS e com muita pena dos 2 euros e quarenta e cinco que lá deixei, porque por incrível que pareça foram demasiado para o serviço prestado.

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