Aqui estão boas respostas, sem medo de usar palavras menos próprias ou de chamar as coisas pelos nomes.
Discordamos em alguns aspectos mas se assim não fosse era de estranhar, é uma questão ideológica eu considero que os dinheiros na cultura deveriam ser usados para manter e promover o património cultural nacional material e imaterial, não manter Teatros, Salas de Espectáculo, galerias e afins prontinhos a serem ocupados por moscas e dois pseudo-intelectuais.
Miguel Guilherme em resposta ao pasquim do Ionline ( tenho muita dificuldade em chamar aquilo jornal).
“Como tem visto as mudanças na política cultural em Portugal? Sempre que vem a crise, lá se sacrifica a cultura.
A cultura tem de deixar de ser tão mariquinhas. Eu não gosto de choramingões, e há trinta anos que vejo gajos a choramingar e a traírem-se uns aos outros, a andar de punho cerrado e por trás a lamber o cu ao ministro ou ao secretário de Estado. Por isso, sabes o que te digo, eu caguei. Podes mesmo escrever, eu caguei para isso, cago para a política cultural.
Mesmo que desapareça, que deixe de existir um ministério da Cultura?
Não me interessa, caguei. Não vai deixar de existir, eles precisam sempre de fingir que têm cultura. É tudo tão feio na política cultural, a maneira como os agentes culturais não se unem…
Está a falar de subsídios?
Há coisas que não deviam ser subsidiadas, pura e simplesmente, ponto. Estão a tirar o lugar a outros. Os critérios não existem: são do compadrio, “já que demos a este agora vamos dar ao outro”, distribuem-se as migalhas, tentam distribuir o mal pelas aldeias. Há quem tenha direito ao subsídio: o Teatro de Almada, a Cornucópia, o Teatro Aberto. Quanto ao futuro, não sei. Seja como for, não havendo dinheiro, as pessoas têm de continuar a trabalhar. Acho que pelo menos 1% do Orçamento do Estado devia ser para a cultura, porque gera riqueza. Mas o poder político ainda não percebeu isso. A comedie française tem 40 milhões de euros por ano. Há quem diga que é demais. Cá temos pouco dinheiro e pouca atenção. Historicamente, o PSD sempre teve muito pouca sensibilidade cultural, o que é curioso porque o Durão Barroso sempre gostou das artes performativas. Vi-o muitas vezes, tal como ao Paulo Portas, em espectáculos, mas nunca vi gente de esquerda. ”
