Concerto de Sakamoto na Gulbenkian

A Fundação Gulbenkian sobre o Concerto de Ryuichi Sakamoto amanhã, 21 de Novembro, segunda-feira, no Grande Auditório:

Sakamoto

“As músicas que compôs para filmes (Feliz Natal Mr. Lawrence, O Último Imperador ou Um Chá no Deserto…), as suas múltiplas e variadas colaborações artísticas (David Bowie, Caetano Veloso, David Sylvian, Robert Wyatt, David Byrne, DJ Spooky, Bill Frisell, Youssou N’Door, Cesária Évora…) contribuíram para fazer de Ryuichi Sakamoto uma estrela internacional.

Piano, violino e violoncelo foi a formação acústica que escolheu para gravar, na década de 90, algumas das suas músicas para filmes e algum do seu repertório mais pop, o título deste cd foi 1996, ano em que foi efectuada a gravação.
Passados 15 anos, Sakamoto regressa novamente ao formato de trio, com o violoncelista brasileiro, Jaques Morelenbaum, que já tinha participado no projecto primitivo, e com a jovem violinista canadiana, Judy Kang, que foi escolhida para participar nesta digressão, após um concurso realizado na internet pelo próprio Sakamoto.

Este concerto integrado na programação da Gulbenkian Música encerra uma tournée europeia de catorze actuações em França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Bélgica, Espanha e Portugal. Em Espanha aproveitou ainda para fazer o lançamento da sua autobiografia «La Musica os hara librés. Apuntes de una vida».

Esta actuação será transmitida em directo pela internet – à semelhança de todos os outros concertos realizados nesta digressão europeia – sendo a gravação efectuada e assegurada pela equipa técnica que integra a tournée europeia, permitindo assim a todos os que não conseguiram adquirir ingressos para este concerto, que se encontra esgotado desde há muito, a possibilidade de assistir ao regresso de Ryuichi Sakamoto aos palcos europeus.”

Amanhã às nove quem não tem bilhete poderá assistir ao concerto em directo pela Internet! Isto são muito boas noticias!

Quem quiser assistir pode aqui!

Kinshasa Symphony

Um documentário impressionante sobre pessoas que sonham e fazem acontecer.

“The „Orchestre Symphonique Kimbanguiste“ has been in existence for fifteen years. Initially a few dozen music-loving amateurs shared the few instruments they had at their disposal. Rehearsals were organised in shifts so that everyone could have a turn. Today there are over two hundred musicians on the platform when the “OSK” gives a concert.

Most of them are still self-taught amateurs. Even for those fortunate enough to have trained for a profession and found a halfway regular job, everyday life in the metropolis of Kinshasa with its eight million citizens is a constant struggle for survival. For many the working day begins at six in the morning, frequently a great deal earlier for the ones who cannot afford to share a taxi and have to walk miles to get to their workplaces. Despite this they attend the rehearsals that go on until well into the night, practically every day. A staggering example of discipline and enthusiasm.

In the meantime some of the orchestra’s repair artists have a whole collection of self-devised and self-built tools that they need to mend instruments. Their methods are as unorthodox as they are effective. Other members of the orchestra make their concert attire themselves, procure the sheet music required and make sure that the children are fed and looked after during the long evening rehearsals.

Armand Diangienda is the founder and conductor of the OSK. He is the grandson of Simon Kimbangu, a martyr greatly revered in the Congo for opposing the Belgian colonists and establishing his own church: the Kimbanguists. Armand plays the cello and is also a composer: “Music often helps me to think straight and plan my life,” he says. “And even though the rehearsals are often uphill work with little immediately appreciable progress, making music together is a compensation for lots of problems.”

Serviço Público

O ultimato que o grupo Anonymous lançou aos servidores que albergam sites com pornografia infantil, é no mínimo serviço público, que consigam os hackers aquilo que as autoridades não conseguem.

É uma luta que deveria ser de todos nós.

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Desejo-lhes o maior sucesso.

 

  1. Our demands are simple. Remove all child pornography content from your servers. Refuse to provide hosting services to any website dealing with child pornography. This statement is not just aimed at Freedom Hosting, but everyone on the internet. It does not matter who you are, if we find you to be hosting, promoting, or supporting child pornography, you will become a target.”

180 pessoas a partilhar um mesmo espaço

Não deve ser fácil, artistas então….

Alguns músicos defendem que deveriam existir bairros só para músicos, apenas para não existir a lei do silêncio, cada um poder tocar e cantar à hora que bem entende. Claro está que um músico não acorda, nem se incomoda se o vizinho de baixo quiser tocar trompete às três da manhã, já um “comum mortal” é outra história.

Apesar de a ideia me fascinar por um lado, sempre a relutei, trabalhar com músicos e viver rodeada por eles provoca-me aborrecimento, acabamos sempre a falar dos mesmos temas, quer queiramos que não. Esta ideia de um edifício só de artistas dá-me arrepios, seria um pesadelo, só funcionaria se vivesse em espirito de reclusão e mesmo assim….

Este edificio existe no norte de Paris.

Toques de Deus: Um convento de artistas?: “Mas, voltando aos artistas, não sabia sequer que eles vivessem e trabalhassem juntos. Pelos vistos, sim. Na zona limítrofe a norte da cidade, podemos encontrar um edifício dos anos vinte projectado arquitecto Adolphe Thiers com a intenção de alojar e oferecer um lugar de trabalho para (imagem só!) cento e oitenta artistas. E estão lá para todos os gostos: cineastas, escritores, ilustradores, músicos, pintores, fotógrafos e escultores. Não deve ser fácil, viver no meio destes doidos. Para alguns visitantes aquela tarde, parecia um sábado passado no jardim zoológico na zona de Sete Rios: seres raros, alguns em vias de extinção, enjaulados em cubículos e que faziam malabarismos. Para mim, e desculpem-me lá a imagem talvez viciada, pareceu-me um convento de artistas. A clausura delimitada por cada cubículo em formato mezzanine com o atelier e o respectivo quarto. Os espaços comuns marcados pelas varandas, pelos pátios e pelas salas de exposições. Para além disso, eles falam pouco. Gentilmente, muito gentilmente, abriram as portas mas não têm paciência – e eu também não teria – para tornar devasso aquele espaço. “