Shiu!…

Está vazia a sala.

Pé ante pé um passinho de cada vez para não acordar. Shiu!…

Que mania esta de estar sempre a incomodar. Não me apetece, não quero!

Tenho direito!

Nunca percebi esta obrigatoriedade de estar disponivel às vontades dos outros 24h.

Shiu!…

Quero desligar! Quero ser só!

Shiu quero silêncio! Não entendem que passos os dias no ruído?

As vozes melodiosas das crianças só o são se forem vossos os filhos!

Meus não são! Portanto: Quero silêncio!…

Bichinho infernal sempre a tocar! Não estou, não quero estar.

Pé ante pé um passinho de cada vez para não acordar. Shiu!…

Tirei-lhe o piu!

Escrevam que eu mando resposta, uma óptima maneira de comunicar é.

 

 

Game of Thrones

Acabada de ver a primeira temporada de Game of Thrones, com um arrepio na espinha devo confessar(sangue frio nunca foi o meu forte), foi este poema dos Moody Blues, que eu costumava ouvir, enquanto adolescente, que me ecoou na cabeça.

 

“When the white eagle of the North is flying overhead,

And the browns, reads and golds of autumn lye in the gutter dead.

Remeber then the summer birds with wings of fire flame,

Come to witness springs new hope, born of leaves decaying.

And as new life will come from death,

Love will come at leisure.

Love of love, love of life and giving without measure,

Gives in return a wonderous yearn for promise almost seen.

Live hand in hand and together we’ll stand,

On the threshold of a dream.”

 

Moody Blues  – Isn’t life strange!

 

 

Sementes para o futuro

Aqueles que tiverem paciência para ouvir o Joshua Bell falar, ouçam que vale a pena. Os mais impacientes podem ouvir o tema do qual falo em seguida a partir do minuto 6.

Daqui a uns anos quando olhar para os dias de professora de Piano (tarefa que poucos alunos tornam agradável e que fez aumentar substancialmente a quantidade de café que ponho no leite) sei que esta será a melodia ligada a esses momentos, como que a banda sonora.

É a minha preferida do livro de iniciação e por norma é também a preferida dos miúdos, tem qualquer coisa agarrada, algo que nos prende e faz sentir as entranhas.

Não consigo ouvir esta música sem me lembrar da minha ex-aluna L., uma miúda fora de série, que se apaixonou por esta melodia e que apesar dos progressos fantásticos que fez, sempre que me pedia se podia tocar o que lhe apetecia, do alto dos seus 5 anos, era esta canção que tocava e cantava simultaneamente. Tive muitos alunos de piano, mas a L. é a única que me traz momentos nostálgicos e que me dá vontade de telefonar à mãe e perguntar como está a correr, saber coisas dela. Há pessoas que nos tocam cá dentro e a L., apesar da sua tenra idade, deixou uma impressão marcada na minha caixinha das emoções.