
mas os homens não adormecem a ver televisão?

mas os homens não adormecem a ver televisão?
Gosto da Madonna mais até que da música gosto da personagem. A evolução, o espectáculo multimédia de cortar a respiração, a capacidade fantástica de se manter nova na voz, parece uma menina de vinte anos a cantar, tudo me fascina e espero que alguém já tenha estudado o fenómeno para eu poder ler e perceber, se não vai para a minha to do list.
Acompanha-me desde tenra idade, a minha prima era ( e é) mega fã e juntas cantávamos e dançávamos as músicas mais conhecidas dos anos 80. De todas as músicas a minha preferida é o “Like a Prayer” e hoje enquanto via o video da “performance” que efectou no último fim de semana, deu-me a nostalgia.
Entretanto Madonna vem cá dia 24 de Junho ao Estádio Municipal de Coimbra e eu já tinha combinado ir ver. Decidi já há alguns anos que não morria sem ver um espectáculo da Madonna, era um daqueles itens de uma lista longa e meio doida. Entretanto vi os preços e pensei bem assim como assim também não vou morrer para já, pode esperar um bocadinho, fiquem sabendo que o bilhete mais barato ronda os 80 euros e o mais caro os 130. Ocorre-me uma pergunta, pessoal de Coimbra, alguém tem uma varandinha no Girassolum que não se importe de alugar?**
** Já editei este post umas quantas vezes, se encontrarem algum erro ou frase menos bem escrita relevem por favor ; à terça o meu dia é muiiiiiiiiito longo, cerca de 10 horas de aulas e se recebe-las é cansativo vendê-las é bem mais.

” A experiência mostra que os grandes romances sobre o presente são quase sempre escritos no futuro; se fosse eu a mandar nisto, os escritores de hoje só escreviam sobre mujiques e naves espaciais, deixando as manchetes diárias no sitio onde elas devem estar, e deixando a actualidade aos escritores que saíram agora da escola primária”
Nem mais! A arte não está em falar sobre o que se vê e o que se sente no presente, qualquer aluno mais dotado do ensino secundário o conseguirá fazer de um modo bastante decente, difícil e apenas reservados a alguns, está a arte de escrever sobre o futuro com acerto, sabedoria e ensinamento ( que depois iremos deitar pela janela fora, porque a humanidade consegue sempre achar que as coisas são diferentes, mesmo quando o não são, imagino George Orwell a rir e a abanar a cabeça num grande ” I told you so”).
Pensar o futuro é mais do que um dote de adivinhação”, é necessário observação, conhecimento da humanidade e sua história e um óptimo entendimento do presente, nós estamos num autocarro em que poucos têm o “Know how” do condutor.

adicionava apenas música claro!

Gostei deste concerto pequenino e intimo numa livraria. É agradável para o final de dia.
Emily Jane White – A Take Away Show from La Blogotheque on Vimeo.

“Nos sonhos
pinto como Vermeer Van Delft.
Falo grego com fluência
e não apenas com os vivos.
Conduzo um automóvel
que me é obediente.
Sou hábil,
escrevo grandes poemas.
Escuto vozes
tão bem como os santos mais austeros.
Ficaríeis admirados
da perfeição com que toco piano.
Consigo voar como devia ser,
isto é, eu de mim própria.
Ao cair de um telhado
sei como descer levemente na verdura.
Não tenho problemas
em respirar debaixo da água.
Não me lamento:
consegui descobrir a Atlântida.
Fico contente porque, antes de morrer,
consigo acordar sempre.
A guerra a rebentar
e eu a virar-me para o melhor lado.
Sou, sem ter porém
que o ser, filho da época.
Aqui há alguns anos
vi dois sóis.
E, antes de ontem, um pinguim,
ali, muito nítido, ao pé de mim.”
Partilhado por Carlos Vaz Marques
