
momento mais emocional e com direito a ser rapariga pequenina e tontinha.

momento mais emocional e com direito a ser rapariga pequenina e tontinha.

Eu tenho andado bem satisfeita com os meus alunos mais novos, quando chego estão a ler, têm intervalo vão ler, é tão bom dar aulas em conservatórios, hoje fiz uma pequena sondagem sobre as notas do ano passado, apenas 2 miúdos tinham tido um três e era a educação fisica, os cinco eram aos seis e sete por miúdo e depois venham-me dizer que são teorias a relação música/ desenvolvimento cerebral.
Das noites mal dormidas, dos problemas acumulados, dos medos que estou prestes a enfrentar, da vida mesquinha do dia a dia e das pequenas pessoas, das imensas coisas para fazer em lista de espera e na pilha do para ter sido feito à mais de uma semana. Quando tudo o que me apetecia era ficar em casa e dormir, dormir, dormir….visto o sorriso e a boa disposição que ainda estão escondidos no cantinho da alma e vou levar alegria a quem está mais cansado que eu e que faz a minha vida ser um conto de fadas por comparação.
Comparativamente estou muito bem, ainda que me sinta exausta.
E segue que o dia é mais um dia e os miúdos ( todos os que atravessam o meu dia, tão diferentes, de mundos que não se cruzam e no entanto ocupam um lugar de destaque na minha vida) não podem ter professores sem energia e carrancudos, por isso bola vermelha no nariz, sorriso rasgado, a realidade chegará no fim do dia com o cansaço e com o poder descansar finalmente, mesmo que por algumas horas para amanhã de manhã ir enfrentar a grande batalha que me tem atormentado os dias.
Via Maccouch.
Cantar este Credo foi uma lavagem de alma.
E melhor este compositor está vivo e mexe, na Holanda, que é bestial encontrar algo tão bonito e audível escrito por um compositor contemporâneo. Estou apaixonada pela obra.
E faço tensões de ficar a conhecer melhor o compositor Jacob de Hann de seu nome.
Estava a escrever no quadro quando um dos alunos começa a cantar o Hino Nacional alto e bom som, ele nem deu por ela acho.
Pergunto-lhe se hoje é dia especial e ele pergunta-me porquê. Respondi-lhe por nada.
É divertido dar aulas a mini “me “, até porque não me importo que cantem enquanto escrevem.
Começo um projecto novo, um projecto que vai ser difícil mas se correr bem me dará muito gozo, aqui:
Ao deparar-me com este excerto re-notei que Portugal é o país da mão estendida, de x em x tempo lá vamos ter com os nossos amigos e pedimos o pão por Deus.

Temos a mania do melhor e maior do mundo, tudo entre portas tem de ser medido em relação ao outro, é a maior ponte da Europa, é a maior árvore de natal, aqui não se faz nada pequenino, não senhor, somos grandes e gostamos de mostrar isso.
Esta mentalidade está em tudo, é na função pública, é na vida política, no dia a dia,tudo grande, mais caro e para mostrar, não interessa se não temos como pagar, mas temos de ter.
Nós éramos um pais remediado e de repente por volta de 1500 sai-nos o euromilhões da altura, como todos os novos ricos corremos a decorar tudo a ouro, aqui só do bom e do melhor e espalhamos a boa nova aos quatro ventos, mandamos embaixadas com elefantes e outras excentricidades.
Conclusão quando se foram os anéis continuámos na mesma opulência e não há maneira deste “povo” ( não gosto da palavra porque politicamente tem estado conotada com os coitadinhos e logo soa-me sempre ao vizinho do lado) se mentalizar que não temos, que somos muita coisa, muita coisa boa e alguma menos boa, mas que não somos o que temos, somos muito mais que isso, mas seremos muito menos enquanto for essa a forma de pensar,enquanto estivermos obcecados com as comparações com o “estrangeiro” e em ser os melhores do mundo, nunca passaremos da mão estendida.
Aquele mendigo que já todos encontramos na rua e recusa comida e se sente ofendido porque a oferecemos, mas que quer é dinheiro, porque sabe que alguém algures numa carrinha ao cair da noite lhe trás sempre uma refeição, somos nós enquanto país. O ex-lider de um grupo parlamentar que acha ofensivo andar de Clio, ou o presidente da Câmara que quer fazer um filme para mostrar aos que nos emprestam que somos maiores do que na realidade somos, somos nós enquanto país, em quanto não deixarmos esta mentalidade de novo-riquismo parolo, vão vir os FMI, vamos estender a mão para ingleses e alemãos, vão-se repetir as mesmas crónicas ciclicamente escritas por diferentes pessoas, o essencial será sempre o mesmo, um País Novo-Rico, que perdeu tudo o que ganhou com o euromilhões mas acha que não.
Portugal não precisa de mais levantamentos de impostos precisa sim de “abaixamentos” do ego! Se não mudarmos a mentalidade não há Prémio Nobel da Economia que nos salve!
E assim foi o meu serão 😉
Fenomenal esta obra dá cá um gozo cantar! 😀
Está frio!!!!
Decidimos as duas que está demasiado frio para fazer alguma coisa esta manhã, então enrolamo-nos ambas na mantinha, chazinho e filme. Lá para a tarde esperamos estar mais activas, mas por agora nem pensar.
Alguém sabe para onde foi o dia lindo de ontem? Livra!