“What should classical music’s young meteor do with the rest of his life? “

Vale a pena ler o artigo aqui.

Há qualquer coisa de facto especial nos músicos saidos do El Sistema, não é um concerto igual a outros, toca-nos, mexe connosco, ninguém consegue ficar sentado impávido na cadeira.

“The applause feels visceral. Rather than leading the musicians in another regular bow, Dudamel motions for them to swivel and face the $17 seats known as “orchestra view”. The noise climbs another few decibels, and in our brightly coloured seats in the stalls, here in the music hall that Gehry intended to be a “living room for the city”, the CEO of the LA Phil, Deborah Borda, leans in towards me.

 “That was something he did instinctively, first time he ever performed here,” she says. “Now you think about it, it’s obvious, to turn the orchestra around and include all the people behind them. But it had never occurred to any conductor to do it before.” Dudamel, a surprisingly short figure for a towering presence, remains planted within the ranks of his orchestra. Much in demand around the globe, he is only in LA for about 15 weeks a year. Have any visiting conductors learned from his approach? “Not a single one.

 “So I ask instead about that communal bow: is it a conscious decision not to enjoy a moment of individual glory? “I don’t see another way!” he says, with a wide smile. “The conductor is just a person who is part of the team. Imagine I was just ‘conducting’ here, now: you would receive nothing. You’d think I was just some crazy guy waving my arms around.” Then the man who has been labelled the Musical Messiah points out something most conductors have either forgotten or never believed. “The thing is, you need the orchestra. You need them much more than they need you.”

in moreintelligentlife.com


Maria Sangrenta

Não há estágio da Orquestra Geração em que não se ouça falar das histórias da Maria Sangrenta à noite com lanternas e cobertores à mistura. No dia seguinte segue-se um pequeno almoço de miúdas assustadas e histéricas.

Até aqui tudo normal, não fosse eu três anos depois ter descoberto que a Maria Sangrenta de quem eles contam histórias realmente existiu e eu até já estive em casa dela e não é nada mais que a Mary Stuart ou Mary Queen of Scotts. Que estava bem longe na minha mente da descrição da dita Maria Sangrenta.

Conclusão depois de eu ter percebido quem era disse ah a Mary da Escócia sim sei quem foi, sim dessa posso-vos contar a história. Seguiu-se um: Oh professora mantenha esse espirito quinta-feira na aula, sim? Portanto quinta-feira tenho que introduzir a história da Inglaterra numa aula de Formação Musical.

E eu a pensar que a Maria Sangrenta era uma personagem fantasmagórica de bruxas e espíritos, dos meus ajuntamentos infantis e adolescentes e sai-me uma personagem histórica pela qual até nutro bastante simpatia.

Concordamos!

E a música não é, para este Papa, uma questão de somenos. “Uma Igreja que se limite apenas a fazer música corrente cai na incapacidade e torna-se, ela mesma, incapaz”, afirma na entrevista a Vittorio Messori. Lamenta, por isso, que a música sacra, após o Concílio Vaticano II, esteja hoje confinada a celebrações especiais e quase não se ouça nas igrejas de paróquia. Tudo para atrair esses jovens “cujo sentido acústico”, diz, “foi corrompido e degenerado, a partir dos anos 60, pela música rock e por outros produtos semelhantes”.”

Fortunas gastas em obras primas que agora ficam fechadas nas gavetas e relegadas para segundo plano por músicas de dois ou três acordes, embaladas pela mesma lengalenga sempre….

in Público.

Sou mesmo…

Uma grande mariquinhas no que diz respeito à minha Nikas, hoje encontrei-a doentinha, a chorar, corri para o veterinário, está a ser tratada, mas eu juro-vos que ainda estou com as pernas a tremer e que perdi toda a fome que trazia quando cheguei a casa.

Quando ela fica doentinha, o chão falta-me, fico completamente pataroca e só me apetece agarrar-me a ela e não a largar.

Nestes dias amaldiçoo todos os minutos que passo longe dela, nestas alturas o que é importante na minha vida fica claro e nítido e ela surge sempre como primeira prioridade altamente negligenciada, porque nesta altura o sentimento que sinto quando estou longe dela, as saudades que me ocupam todo o santo dia em que estou fora de casa, ficam gritantes e o medo de algum dia a perder apodera-se de cada centímetro do meu ser e tenho a certeza que quando esse dia chegar, daqui a muitos anos, a única coisa que me vou arrepender é exactamente destas alturas em que passo tanto tempo longe dela, e ponho-me a pensar se vale a pena, porque quando olho para ela tenho a certeza que não vale, e que queria ter um emprego que me permitisse passar os dias com ela.