Apeteceu-me partilhar esta interpretação de Jacqueline du Prés do Intermezzo de Granados.
“Stowaways” – Lawrence Sails
Stowaways
“Blind passengers, reduced
to pure anxiety, their spirits
rise and fall with each lift
and plunge of the butting hull:
bracing themselves, they test
the strength of their old visions.
Some, discovered after food
has gone missing from the galley,
or given away by a whiff
of tobacco seeping through a bulkhead,
are simply tipped overboard
as if they were so much trash.
Others, airborne, are undone
by cold – cold which unpicks,
finger by numbed finger,
their hold on a strut, slides them,
helpless, out from the wheelbay
into a shroud of thin air.
Falling through cloud or water,
perhaps their last recall
is the iron taste of blood,
the danger of not leaving,
or the far horizon bright
and burnished as New Jerusalem.
What is certain becomes so
only late on, when the stowaways
re-emerge, insistent phantoms,
at the point where memory rounds
on experience, and well within sight
of the dark relief of land.”
Este poema faz parte do livro “Waking Dreams: New & Selected Poems (Bloodaxe Books, 2010) de Lawrence Sails.
Faz-me revisitar sonhos de criança, aventuras em lugares longínquos.
Perolas da minha infância
Coisas que me fazem sentir bem
:P
Achei piada…
À música e aos desenhos, a mensagem é a do costume…
eu sei…
“Se eu voar sem saber onde vou
se eu andar sem conhecer quem sou
se eu falar e a voz soar com a amanhã
eu sei…”
Sara Tavares
Sol Gabetta
Hoje à noite toca o cd desta senhora sem parar no meu Itunes.
Pode não ser topo de gama, mas gosto da sonoridade e paixão com que toca.
O poço do silêncio
Trago guardado um poço dentro do peito,
o poço do silêncio que estende as horas
A imagem que me assola não é real,
Não chegou a ser, mas atormenta-me as noites
e os momentos que costumavam ser de paz.
É como que se um vazio, uma perda maior que tudo tomasse conta do meu peito.
Rodo e giro e não encontro saída,
Nada é racional, perco-me nos porquês.
Não entendo porque me custa tanto ultrapassar.
Noite após noite a mesma imagem surge no meio dos sonhos.
Dia após dia pesa-me no coração.
Tento sacudi-la, fazer com que não seja real não esteja aqui, não pese…
Um dia irá passar, porque tudo passa…
Um dia será apenas uma imagem num papel.
Até lá para quem está fora de mim continuo a sorrir
e a pedir que me deixem só, não me incomodem,
porque apesar de tudo o silêncio dói menos.
A fotografia de Seona McLean
Descobri esta fotografa através do blogue da Laurinda Alves.
Seona McLean é escocesa, passou pela Nova Zelândia e actualmente vive em Portugal
As fotos que se seguem foram tiradas em Portugal


Poderão encontrar o Portefólio da fotografa aqui.





