Quero dormir!!!

O Papa morreu hoje? Não! O Papa morreu ontem? Não! Anteontem? Também não! O Papa não morreu nenhum dia das duas últimas semanas e muito menos às seis e um quarto da manhã e ao quarto para as oito da manhã? Então porque é que toca um sino de uma igreja de Évora durante exactamente 2 minutos, todos os dias, a estas horas (2 minutos às seis da manhã parecem 10)? Eu acordo com o qualquer movimento, com qualquer som, aquele sino disturba o meu sono…. Eu preciso de dormir porque senão fico irritada e mal humorada….


A lei do ruido não especifica nada em relação a sinos de igrejas, mas parece-me implícito que não deve tocar durante o período nocturno, de modo a não perturbar o repouso das populações.
Tenho duas vontades neste momento, fazer queixa às entidades responsáveis e descobrir o padre responsável para poder ir a casa dele tocar trombone a estas horas, gaita de foles também era uma boa ideia…


Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr


Pelos vistos as leis deste país não se aplicam à Igreja Católica, porque se a Tuna fosse fazer uma Serenata a policia ia logo atrás, para impedir o “ruido”….deixem ver….vozes melodiosas e guitarras ou um sino irritante….difícil de escolher…..

Os meus Anjos

http://www.youtube.com/v/XEUWFvT16f8

Relembrei esta canção graças ao post da Catarina em Lx, faz parte do rol de canções que me revolve as entranhas. Uma canção que me relembra os meus Anjos, que infelizmente por esta altura da vida já são muitos, demasiados até, devo acrescentar.

Como tal dedico esta canção a esses meus Anjos, aqueles que tocaram e tocam a minha vida e cuja passagem influenciou a pessoa que sou hoje. Dedico esta canção àqueles de quem sinto infinitas saudades….

Obrigada por fazerem parte de mim

“I can fly
But I want his wings
I can shine even in the darkness
But I crave the light that he brings
Revel in the songs that he sings
My angel Gabriel

I can love
But I need his heart
I am strong even on my own
But from him I never want to part
He’s been there since the very start
My angel Gabriel
My angel Gabriel

Bless the day he came to be
Angel’s wings carried him to me
Heavenly
I can fly
But I want his wings
I can shine even in the darkness
But I crave the light that he brings
Revel in the songs that he sings
My angel Gabriel
My angel Gabriel
My angel Gabriel”

Dido

Sono

Foto: MT

De há 3 dias a esta parte, por volta das 8:30/9:00 começo a ver tudo desfocado, as pálpebras começam a fechar e pimba durmo até ao dia seguinte.

Ainda bem que isto acontece no Verão quando as noites estão boas para desfrutar e não naqueles dias frios e chuvosos de Inverno….

Hoje não quero saber, antes dessa hora chegar, saio de casa, que Agosto é Agosto, e se não se aproveita Agosto, não se aproveita o resto do ano….


Uma coisa é certa, acordo sem restias de sono! Pudera a dormir 12 horas por dia….

Rescaldo Parisiense

Foto: MT

Os destinos mais apetecidos por vezes transformam-se em autenticas montanhas russas interiores, que nos abanam e revolvem para que no fim possamos trazer um sorriso nos lábios e a vontade de voltar. Assim foi a minha jornada em Paris, duas semanas de pura adrenalina, revolvimento, suor e algumas lágrimas. Paris “all by myself” depois de ter saltado. Uma autêntica luta entre o velho e o novo, entre a vontade de seguir em frente e as memórias e vícios do passado. Conclusão mudei, sinto-o cá dentro, penso que deixei algumas camadas da minha pele junto da velha Lutécia (sim porque as pessoas também têm camadas, não são só os ogres e as cebolas ah ah).
Confesso que a última noite no sopé da Torre Eiffel me vai ficar para sempre guardada na memória, um cenário inesquecível e tudo o que vivi naquelas duas semanas bem à flor da pele. Não consigo entender muito bem o que se passou em Paris mas é certo que voltarei,afinal na margem do Rio Sena eu sentei e chorei*!

*Plagiando Paulo Coelho, não gosto muito da escrita do senhor mas desse livro ( “Na margem do Rio Pietra sentei e chorei”) gostei!

Vou saltar!

Foto: MT

A caixinha das emoções fechou, vejo agora que é mesmo o terminar, o fim, hoje em dia apenas anseio para que uma nova etapa comece. Acho que por ter vivido demasiado o ciclo que agora encerra, este não me deixa saudades, mas começa a provocar-me ansiedade a espera pelo novo.
Do ciclo que agora encerro, não deixei nada por viver, vivi tudo, vivi ao máximo e em pleno, como deve ser….o erro foi tê-lo vivido demasiadas vezes….mas enfim ninguém nasce ensinado.
Agora resta-me encarar o desconhecido com um sorriso nos lábios porque de repente já não tenho medo….
É hora de saltar!

Despedida….

Foto: MT

Despedida

Quando tarde o sol já dorme
Fica a noite escura e fria
Há em mim uma saudade
Que há muito já sentia

Saudades da capa negra
Serenatas ao luar
Que fazia às donzelas
Até a manhã chegar

Foi sonho para aqui vir estudar
Era o curso o meu desejo
Por partir estou a chorar
Partir de ti Alentejo

Lágrima perdida no rosto
Ou noite sem ter o luar
São expressão deste meu desgosto
De Évora ter que deixar

Adormeço com a idéia
Presa naquela ansiedade
Começo logo sonhando
Tempos de Universidade

Os amigos que lá fiz
Vêm ao meu pensamento
Época em que eu fui feliz
E se vai perder no tempo.

(João Paulo Freitas)

Pushed Again

Apetece-me escrever. Há muito tempo que não me apetece…aconteceu hoje!


Imagino a praia, imagino sempre uma praia no início de qualquer processo criativo, seja literário ou musical, talvez porque o mar represente a liberdade, liberdade esta necessária para completar qualquer folha em branco. A liberdade de espírito que procuro alcançar, a liberdade que se encontra grilhada pelo que é suposto, na “Pushed Again” dos Die Toten Hosen, está bem patente esse meu sentimento:

«Why should I go where everyone goes?
Why should I do what everyone does?
I don’t like it when you get too close
I don’t want to be under your thumb

I’m feeling pushed again….

Why can’t you just leave me alone?
solitude is a faithful friend
turn the lights off – I’m not home
can’t you see
I don’t need your help?

You’re going too fast when I want to go slow
you make me run when I want to walk
you’re sending me down a rocky road
I get confused
when you start to talk

I’m feeling pushed again…

Why can’t you just leave me alone?
You’re dragging me right to the edge
I’ve got to go
when you jerk my rope
I don’t know
where the good times went»

Por vezes sinto quando começam a falar que estão a invadir o meu espaço, que me estão a invadir, não gosto, sinto-me encurralada….deixe-me em paz, a solução há-de vir no seu devido tempo, a solução chega com o silêncio, com a paz de espírito como conclusão. Tenho de ter tempo e espaço para que tudo isso aconteça.

Sou sozinha, não me canso de repetir isto, sempre fui, gosto de escolher a companhia quando a desejo ter, não gosto que me imponham presenças e regras, nem que me macem com sermões. Eu gosto de estar sozinha, gosto do silêncio e da paz de espírito que me permite, os sons, as vozes e os ruídos por vezes irritam-me e enjoam.

Sei que estou numa encruzilhada mas tenho de sair dela sozinha, não me imponham soluções, não me venham com mezinhas, deixem-me estar, deixem-me ser. Deixem que seja eu a escolher o caminho.

Chegou a época do medo, esta época é sempre propensa a que os meus medos saiam cá para fora, que me atormentem noites e dias afio, costuma ser também uma época de revelações. “This is it, don`t be scared now!” a vida precisa de seguir em frente, não a posso barrar mais.