Opinion Makers proibidos antes dos 50!

Quando iniciei a licenciatura uma sábia Professora disse-nos: escusam de escrever “na minha opinião” porque até terminarem a licenciatura a vossa opinião será a dos outros, as daqueles que vos vão ensinar,vocês ainda não têm opinião.
Com os jornalistas deveria acontecer o mesmo, durante os primeiros anos, sejamos simpáticos, primeiros quinze anos de carreira, não deveria ser permitido ao jornalista exprimir a opinião.
O que aconteceu ao belo jornalismo baseado em factos?Costumava ser fidedigno,objectivo e permitir ao leitor fazer a própria interpretação.
Nas novas gerações todos querem ser Marcelos e Moita Flores (pelos vistos para a SIC o antigo inspector da PJ é um “know it all“). Por tudo e por nada perdem-se em metáforas sem sentidos, parágrafos inteiros vazios de conteúdo, repletos de simbologias sem qualquer significado(uma antítese eu sei ,mas eles conseguem-no), e opiniões, milhões e milhões de opiniões sem qualquer suporte factual.
Então serve-se palha aos burros que pensam que o senhor/senhora jornalista, sem qualquer experiência de vida, faz ideia do que está a falar e cria-se uma sociedade que mastiga o que os ignorantes escrevem, em vez de pensar por si própria e chegar às suas próprias conclusões.
Não sou contra “opinion makers” (essa nova profissão que popula jornais e televisões), mas acho que devem ser “experts” sobre as matérias que versam. Aceito e gosto de ouvir opinar jornalistas, que têm uma carreira inteira a suportá-lo, como por exemplo o Mário Crespo ou o Martim Cabral.
Gosto de ouvir opiniões de quem sabe e irrita-me que num jornal/revista/noticiário tudo tenha um juízo de valor. Deixem-no para o espectador/leitor ou acham que estes não têm essa capacidade?

Afinal não deve ser o Jornalismo acima de tudo de carácter objectivo? Foi pelo menos isso que sempre aprendi!

Nem sempre as palavras conseguem descrever o que realmente queremos dizer

O sorriso não consegue disfarçar a alegria de acordar e ver-te bem ali ao meu lado. Não consegue disfarçar a lamechiche de olhar para ti como se da primeira vez se tratasse.
Não consegue disfarçar a ansiedade do primeiro beijo da manhã.
Mesmo nos piores momentos, mesmo quando a minha alma não se reconhece, é o teu sorriso, a tua mão que mostra a luz.

Adoro-te meu fantasma tresloucado!

Deixa que te diga: Tem sido preciso cá uma paciência!

Obrigada!

http://www.youtube.com/v/aXvN2jqy9TE&hl=pt-br&fs=1

Depois disto então….

A falta de democracia que cada vez vai entrando de forma disfarçada no nosso dia a dia.

Por concordar inteiramente aqui vai um artigo muito certeiro da Sofia Galvão no Geração de 60.
E tal como o Pedro Norton depois aconselha leiam isto.

“Se um elefante incomoda muita gente…

Sempre entendi a política como coisa séria. Para ser levada a sério. E tratada com seriedade.
Mas foi vingando a ideia de que o sério é chato. E, na busca de uma política apelativa, a modernidade mediática trouxe soluções: o debate vestiu a cor do circo e a crítica acantonou-se no humor.

É claro que não vinha mal ao mundo da existência de tais produtos – aliás, em voga aquém e além-fronteiras.. O problema sempre foi – como sempre seria – o exclusivo. Houvesse outros meios de aceder à discussão, de aprofundar argumentos e de desenvolver o contraditório e nada de mais grave ocorreria.

Sucedeu, no entanto, que a graça feita para ser ligeira e inconsequente acabou por, à falta de registo sério, passar a ser o seu contrário. A inconsequência tornou-se profundamente consequente e promoveu uma efectiva corrosão no espaço público.

O efeito foi exponencial. Tipicamente, não seria possível resistir: não há regras, não há armas, não há defesa. Um boneco menos simpático, uma graçola mais pesada e o destino fica escrito.
Para o poder, o jogo é tentador. Mas arriscado. Num primeiro momento, pode ser muito eficaz. No que diz, no que não diz, no que distrai. Porém, com o tempo, é muito provavelmente devastador.
O fim de carreira do “Gato Fedorento” na RTP foi sinal eloquente dessa percepção. Aliás, como tal não escapando aos mais desatentos. Por isso, muito mais subtil e certeiro, foi o discreto desaparecimento do “Contra-Informação”. De um dia para o outro, sem aviso, sem alarde. Vítimas do seu sucesso: qual bobos da corte que exorbitaram. Agastando o poder, tornaram-se incómodos – logo, dispensáveis.
Poder avisado, este que temos. E perigoso, cada vez mais perigoso.”

As duas culturas uma disputa ainda actual

Em 1959 C.P.Snow desenvolveu o Conceito de “Two Cultures and the Scientific Revolutions“.
Snow “defendia a tese que havia duas culturas: a literária e artística e a científica, que tinha sido criada pela modernidade, havendo também duas esferas de conhecimento distintas mas equivalentes. Considerava que ignorar a Física contemporânea era equivalente a ignorar Shakespeare e que os estetas apenas deviam estar contra aqueles que designava como cientistas bárbaros“.( Teorias da Cultura, Laura Pires, 2006).
E embora este tema tenha começado a ser discutido há quase 50 anos ainda continua na ordem do dia. Muito foi escrito nestes cinquenta anos, esgrimiram-se argumentos que agora não vêm para o caso, o que é facto é que dentro de nós existe sempre uma distinção, um lado.
Ninguém está imune, ou estamos do lado da cultura literária e artística ou da científica. Era exactamente esta conversa que vínhamos a ter depois de termos ido ver a Exposição da Maria Callas.
Claro que para mim era a MARIA CALLAS e para ele mais uma cantora conhecida, um bocadinho mais conhecida que a outras ( não estou a querer dizer que não soubesse quem fosse, de ignorante tem ZERO, ele sabe exactamente quem foi a Maria Callas, provavelmente muito mais que a maioria, só que para ele apenas é uma cantora nada mais que isso.)
Por sua vez eu tenho imensa curiosidade por vários temas das ciências e tecnologias, não sou nenhuma ignorante, e até sou bastante curiosa, mas não o suficiente para fazer deste o meu tema de estudo, se tiver de dedicar a minha vida entre o estudo do Einstein e o Menuhin escolho sem pensar duas vezes o Menuhin.
As perguntas que se me põem no meio destas discussões são, porque são estes temas postos como opostos, porque torcemos sempre mais por uma área. Mesmo os “Georges Steirners” da vida ,periclitantes sempre entre um mundo e outro são conotados sempre com uma área. George Steiner pode ser um brilhante jornalista cientifico e passar a vida ligado a ciência que para nós será sempre Filósofo. Por sua vez António Damásio embora um brilhante escritor passará algum dia de um Neuro-cientista que escreve livros?