Quando estava a ver blogues agora de manhã, encontrei vários post com este titulo seguidos de casas fantásticas, mas o meu Happy Place é de facto muito mais simples, Happy Place é o sitio onde ela está:

Quando estava a ver blogues agora de manhã, encontrei vários post com este titulo seguidos de casas fantásticas, mas o meu Happy Place é de facto muito mais simples, Happy Place é o sitio onde ela está:



Troca-se o cão pelo gato e pronto fico cheia de saudadinhas da minhas Nikinhas….


tenho imensas coisas para fazer….mas estou tão cansada, que o descanso de um dia por semana faz-me bem, até porque agora só tenho um dia de descanso no dia 26 de Março, até lá trabalho todos os dias…
Acho que vou mostrar esta musiquinha aos meus alunos….
Os desenhos animados preferidos da minha Nikinhas, hoje por acaso encontrei e não resisto a partilhar, ainda por cima tem uma das minhas músicas preferidas como banda sonora.
Já vi isto pelo menos umas três vezes, quando passa na televisão é a única coisa que ela vê do principio ao fim….muito estranho não sei se são as cores ou o som, no que diz respeita a ver televisão é a única coisa que ela vê seguida.
Se dúvidas houvesse que os senhores eram fantásticos, esta versão apenas vocal que descobri não deixa dúvidas.
Os Beatles são a minha “casa” musical, foram a minha primeira paixão auditiva e acompanharam-me diariamente até à idade adulta. Na altura da primária faziam parte da minha rotina, todos os dias religiosamente quando chegava a casa a primeira coisa que fazia era colocar o disco a tocar, só tinha um…um que ouvi todos os dias durante duas décadas sem enjoar. Quando preciso “back to home i go”.
Il fiume dei ricordi
Il greto del passato
Sta ritornando da me
Ma dore ti troveró
Se tu non vuoi?
Risento i baci su di me
I baci tuoi
Gli mi bruciano ancor
Che mi fauno languir
Che mi fanno morir
Il fiume dei ricordi…
E il mare che ti vide lí
Il suo calor il suo tepor
Tramutare vorrei
In un gelido mar
In un buio mortal
Hoje numa das minhas aulas, um aluno inteligente mas muito mau comportado, defendia que o comportamento não devia interferir nas notas, porque a educação deve ser dada pelos pais em casa, logo não deve ser avaliada na escola, além disso que o problema do comportamento era um problema dele e que a escola não tinha nada a ver com isso. (acho que um argumento destes não vem com certeza da cabecinha de uma criança de 11 anos, por muito espertinha que seja).
Ora concordamos que os pais é que educam os filhos, nada a objectar quanto a isso, mas já vamos a isso.
O M. não é um aluno mal educado é um aluno mal comportado que são coisas diferentes, a partir do momento em que a necessidade dele de falar atrapalha a aula, o problema passa a ser da escola, estamos a falar de um aluno que literalmente não consegue estar calado um minuto seguido, além de gozar descaradamente com os alunos mais dificuldades, não tem pudor nenhum em chamar-lhes burros e outras coisas que tais. Sem contar que enfrenta verbalmente qualquer adulto, não consegue ver-se como criança, vê-se como um igual que sabe tudo, os pais são jornalistas e como tal ensinaram-lhe que a verdade está acima de tudo e deve ser contada, só que esta informação para uma criança que não sabe medi-la é um perigo, porque a favor da verdade diz as coisas piores e mais desumanas aos colegas e até a professores imagine-se. Uma das suas professoras tem um problema físico que a deforma um bocado, pois o M. achou que deveria dizer à professora, porque as verdades são para se dizer, que não gostava dela, que ela era feia e custava-lhe ir às suas aulas porque lhe fazia impressão, ora isto não é dizer a verdade é magoar as pessoas.
Este é o retrato do M. ora e os pais? Os pais apesar de receberem recados quase todas as semanas, assinam-os mas ignoram, o filho é assim desde o jardim de infância e não há nada a fazer, estão fartos de ser chamados à atenção, assim sendo agora nem aparecem, faltam às reuniões de país porque os outros pais são snobes, faltam quando os professores os chamam porque não tem paciência já para ouvir queixas do filho e para eles enquanto ele continuar a ter boas notas , o comportamento não interessa.
Isto passa para o filho que acha que não se deve portar bem, porque se os pais não querem saber, ele também não quer, nunca escrevi numa caderneta de aluno cujo dito não tivesse a mínima expressão de preocupação, com ele é assim.
O M. por ora tem sorte, porque mal ou bem os professores do 2º e 3º ciclo ainda se preocupam, mas e na Universidade e no mercado de trabalho, ninguém está para aturar aquilo, porque mesmo os outros miúdos já não o querem por perto, mandam-no calar.
Agora a minha pergunta é? A educação dá-se em casa, mas o comportamento não deve ser corrigido pela escola? Fora eu directora de uma escola privada e se um menino daqueles perturbasse as aulas, como ele perturba, não ficava lá muito tempo, mas a escola pública tem que o aceitar, e agora fica impávida e serena perante a inoperância dos país? Não deveriam os pais e o aluno ser responsabilizados? Eu garanto-vos que em cada 45 minutos de aulas, 10 são perdidos a chamar a atenção do M.. É justo para os outros miúdos que querem aprender? É que a minha turma tem seis meninos, agora imaginem aquilo numa turma de 20 como os professores da escola tem que aturar? É impossível dar aulas assim.
Os país não querem saber e a escola sente-se impotente porque as sanções mais severas costumam ser para “crimes” maiores.
Quanto a mim faço questão de usar os 20% que posso descontar por causa do comportamento às notas e vou continuar a castigá-lo tantas vezes quanto forem precisas.
( Por estas e por outras é que eu acho que mais do que ensinar as crianças devia haver um programa para ensino e formação dos pais, é ai que reside o problema em 90% dos casos)