Bem-vindo 2014!

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Reparaste que fui querida e até te dei as boas vindas e tudo? Agora não estragues o anúncio e faz tudo por tudo para que eu não te queira ver acabado. Era sinceramente uma vitória tua em relação aos teus antecessores e um grande desafio para os teus sucessores. Agora vai e porta-te com juizinho, temos um longo caminho pela frente.

Adeus 2013!

2013 foi um ano complicado, com muitas voltas e reviravoltas, perdas, nitidamente uma rampa no sentido ascendente de liberdade e até fé no futuro, encaro 2014 com as portas da esperança escancaradas, daqui só para melhor.

Teve coisas boas e quase todas relacionadas com um evento: 

2013 começou com a entrada da Yuki na minha vida, e a entrada da Yuki não foi uma entrada qualquer, com ela trouxe alegria, sorrisos, liberdade, e um companheirismo sem limites. Nitidamente para mim os melhores anos da minha vida são sempre quando um amigo canino está presente.

Não é fácil descrever tudo o que ela fez por mim e as transformações pelas quais passei com esta presença sorridente na minha vida, de repente foi como que se as portas da alegria se abrissem, foi como se eu tivesse recuperado a vontade de viver e de fazer, como se me tivesse sido permitido sonhar novamente e comecei a sonhar e muito e com o sonho veio a vontade de mudar e deixar os velhos hábitos para trás.

Com a Yuki voltou a auto-estima e a vontade de ser, de vencer, de viver, de ver o mundo, de sonhar, de criar.

Foram-se os medos, e eu nem consigo começar por descrever a liberdade de viver sem medo. Quando disse adeus ao medo, disse adeus a uma parte negra da minha vida, uma fase horrível que tomou conta de mim durante uns anos mas que felizmente hoje posso descrever no passado, um dia irei escrever sobre ela, agora ainda é muito cedo.

Espero que 2014 seja um ano de recomeços ( recomeço porque é bom carregar na bagagem as decisões acertadas que tomamos na vida, mas também os erros), há dias disseram-me muito acertadamente,quando falava do meu percurso profissional, que a vida recomeça todos os dias de manhã, que nunca é tarde para recuperar o tempo perdido e seguir os nossos sonhos e o nosso chamamento.

E é isso que eu espero de 2014, que seja um recomeço, um ano repleto de manhãs cheias de esperança. Que 2014 seja a rampa de lançamento para uma vida plena e feliz, para mim e para todos os que habitam o meu mundo!

2013 12 28 10 11 08

 

A foto não é a mais bem tirada nem a mais artística mas é bem típica nossa, a correria e o sorriso.

Faz um ano hoje, que ela entrou na minha vida e era assim:

Sem nome

 

Cresceu imenso e eu cresci com ela.

E sei que juntas com a Nikas, vamos conseguir ser!

Língua Portuguesa e Ciência – por Mário Vieira de Carvalho

in Público.pt

“Publicar em inglês é, sem dúvida, uma das condições da internacionalização da investigação. Contudo, seria um erro reduzir a produção e a circulação de conhecimento científico a uma única língua veicular. Também o latim o foi durante séculos, acabando destronado pelo uso do vernáculo. Não há razão para crer que os processos históricos de hegemonia e contra-hegemonia de tal ou tal língua na comunicação científica estejam encerrados. Pelo contrário, é plausível que a atual “correlação de forças” se altere num futuro mais ou menos próximo.

Além disso, em domínios como os das ciências sociais, artes e humanidades, não se pode fazer tábua rasa do que se publica noutras línguas. O alemão, por exemplo, é uma língua internacional de referência. O mesmo poderia ser dito do francês. Mas também o espanhol e o português são duas das línguas europeias mais globalizadas: pelos numerosos países que as adotam como línguas oficiais, pela sua expansão através comunidades espalhadas pelo mundo, pelos múltiplos departamentos de estudos portugueses e espanhóis em universidades europeias, norte-americanas ou asiáticas. Publicar em português ou em espanhol é publicar em línguas internacionais, que ainda por cima se potenciam mutuamente (pode-se falar duma comunidade científica bilingue no acesso à informação, na produção de conhecimento, em várias dimensões de cooperação e intercâmbio).

Neste sentido – e ao contrário do que alguns pretendem – Portugal não é comparável a qualquer dito “pequeno país” europeu, como a Eslovénia ou mesmo a Holanda, cujas publicações científicas têm um diminuto impacte se não forem vertidas em inglês, e cujas universidades procuram alargar a sua oferta de cursos em língua inglesa para atrair estudantes estrangeiros.

Na verdade, não falta irradiação internacional ao português e ao espanhol, mormente nos referidos domínios científicos. Essa irradiação de ambas as línguas é inseparável da riqueza multifacetada das culturas de que são expressão e que as torna tão atrativas para estudiosos de todo o mundo. O intercâmbio universitário e científico no espaço lusófono e ibero-americano bem como o número daqueles que aprendem português e/ou espanhol para aí estudar ou investigar tem crescido enormemente. Tal como nas universidades francesas ou alemãs, também nas universidades portuguesas e espanholas o ensino e a investigação nas respetivas línguas nacionais não pode ser considerado um obstáculo à internacionalização. Antes pelo contrário: mergulhar numa cultura e comunicar cientificamente na sua língua sempre fez parte dos processos de internacionalização na formação superior, a benefício de todos os interlocutores e do desenvolvimento científico. Tanto mais tratando-se de línguas fortemente globalizadas.

Infelizmente, os instrumentos de bibliometria científica não refletem esse diálogo entre comunidades linguísticas, mas sim a hegemonia absoluta da língua inglesa. O modelo das ciências da natureza é generalizado acriticamente a todos os ramos da ciência. Para contrabalançar essa dupla hegemonia, impõe-se a criação urgente de instrumentos bibliométricos alternativos – de preferência, comuns às publicações em línguas portuguesa e espanhola.

Designadamente em Portugal, uma política científica com visão estratégica não pode deixar de considerar prioritária a valorização do português como língua científica internacional. Surpreendentemente, porém, a FCT descarta-o, e só considera de impacte “internacional” o que não é publicado em português. Como se se quisesse aplicar a Portugal o regime da Eslovénia ou da Finlândia onde todos têm de usar o inglês para ser lidos e citados além-fronteiras…”