Pequena nota sobre Educação!

Hoje numa das minhas aulas, um aluno inteligente mas muito mau comportado, defendia que o comportamento não devia interferir nas notas, porque a educação deve ser dada pelos pais em casa, logo não deve ser avaliada na escola, além disso que o problema do comportamento era um problema dele e que a escola não tinha nada a ver com isso. (acho que um argumento destes não vem com certeza da cabecinha de uma criança de 11 anos, por muito espertinha que seja).

Ora concordamos que os pais é que educam os filhos, nada a objectar quanto a isso, mas já vamos a isso.

O M. não é um aluno mal educado é um aluno mal comportado que são coisas diferentes, a partir do momento em que a necessidade dele de falar atrapalha a aula, o problema passa a ser da escola, estamos  a falar de um aluno que literalmente não consegue estar calado um minuto seguido, além de gozar descaradamente com os alunos mais dificuldades, não tem pudor nenhum em chamar-lhes burros e outras coisas que tais. Sem contar que enfrenta verbalmente qualquer adulto, não consegue ver-se como criança, vê-se como um igual que sabe tudo, os pais são jornalistas e como tal ensinaram-lhe que a verdade está acima de tudo e deve ser contada, só que esta informação para uma criança que não sabe medi-la é um perigo, porque a favor da verdade diz as coisas piores e mais desumanas aos colegas e até a professores imagine-se. Uma das suas professoras tem um problema físico que a deforma um bocado, pois o M. achou que deveria dizer à professora, porque as verdades são para se dizer, que não gostava dela, que ela era feia e custava-lhe ir às suas aulas porque lhe fazia impressão, ora isto não é dizer a verdade é magoar as pessoas.

Este é o retrato do M. ora e os pais? Os pais apesar de receberem recados quase todas as semanas, assinam-os mas ignoram, o filho é assim desde o jardim de infância e não há nada a fazer, estão fartos de ser chamados à atenção, assim sendo agora nem aparecem, faltam às reuniões de país porque os outros pais são snobes, faltam quando os professores os chamam porque não tem paciência já para ouvir queixas do filho e para eles enquanto ele continuar a ter boas notas , o comportamento não interessa.

Isto passa para o filho que acha que não se deve portar bem, porque se os pais não querem saber, ele também não quer, nunca escrevi numa caderneta de aluno cujo dito não tivesse a mínima expressão de preocupação, com ele é assim.

O M. por ora tem sorte, porque mal ou bem os professores do 2º e 3º ciclo ainda se preocupam, mas e na Universidade e no mercado de trabalho, ninguém está para aturar aquilo, porque mesmo os outros miúdos já não o querem por perto, mandam-no calar.

Agora a minha pergunta é? A educação dá-se em casa, mas o comportamento não deve ser corrigido pela escola? Fora eu directora de uma escola privada e se um menino daqueles perturbasse as aulas, como ele perturba, não ficava lá muito tempo, mas a escola pública tem que o aceitar, e agora fica impávida e serena perante a inoperância dos país? Não deveriam os pais e o aluno ser responsabilizados? Eu garanto-vos que em cada 45 minutos de aulas, 10 são perdidos a chamar a atenção do M.. É justo para os outros miúdos que querem aprender? É que a minha turma tem seis meninos, agora imaginem aquilo numa turma de 20 como os professores da escola tem que aturar? É impossível dar aulas assim.

Os país não querem saber e a escola sente-se impotente porque as sanções mais severas costumam ser para “crimes” maiores.

Quanto a mim faço questão de usar os 20% que posso descontar por causa do comportamento às notas e vou continuar a castigá-lo tantas vezes quanto forem precisas.


( Por estas e por outras é que eu acho que mais do que ensinar as crianças devia haver um programa para ensino e formação dos pais, é ai que reside o problema em 90% dos casos)

A morte do leitor! (La mort du lecteur/La morte del lettore)

Um texto muito interessante de Gloria Origgi no seu blogue Miscellanea.

 

“Nel 1968, in un celebre saggio, Roland Barthes – (che il raro pubblico che mi legge dandomi della snob intellettuale non sa nemmeno chi sia, ma non importa, in fondo è il punto di tutto il saggio di oggi, e poi, dài, c’è Wikipedia…) – dichiarava la morte dell’autore (uso i grassetti perché sembra che il nostro lettore vittorioso non legga nient’altro) ormai sorpassato dall’onnipotenza del lettore. Povero autore, scacciato dal suo regno, detronizzato dalla potenza dei linguaggi multipli, delle scritture multiple, dei dialoghi, le chat, le infinite conversazioni che gli toglievano qualsiasi autorità sul discorso, si ritrovava da re della parola a piccola comparsa in un groviglio di conversazioni a tutti i livelli che non avrebbe mai più controllato.

Eppure. Aveva davvero visto giusto Barthes? E’ l’autore che è morto?

Viviamo in un’era di possibilità infinite per il lettore: lo schermo serale dei nostri laptop pullula di blog, di forum, di giornali online in cui il lettore ha lo stesso, ripeto, sottolineato, loSTESSO diritto di parola dell’autore. Basta gerarchie, basta filtri di autorità, il lettore può leggere un articolo e rispondere dicendo che non è d’accordo, che ne sa di più, che contraddice la riga numero quattro con cui l’autore si faceva bello, grazie a un fondamentale volumetto che ha scritto sull’argomento…

Ma al lettore la parità non piace. L’autore è un nemico. Un nemico lontano e invincibile che mantiene il suo statuto di nemico solo grazie alla sua lontananza, alla sua totale superiorità gerarchica rispetto al lettore.

Il lettore non è purtroppo diventato re. E’ diventato schiavo della sua libertà. Il lettore legge, ama l’autore, e insieme, nella sua ambivalenza eterna, lo insulta, lo abbassa, lo bistratta, ma non parla con lui.

Mi capita di avere un blog su un quotidiano italiano, IL FATTO. Essendo abituata alla dialettica dal mio mestiere di accademica, quando il lettore commenta, anche aggressivamente, qualcuno dei miei articoli, la mia prima reazione è di rispondergli. Ma il lettore selvaggio, come l’ha ben definito il buon vecchio Umberto Eco, non vuole risposte. Non vuole dialettica. Vuole solo odiarti e insieme ammirarti nella tua infinita, incolmabile, distanza di autore. Un autore che gli risponde, che lo considera un interlocutore, non è più un autore: è uno sfigato in carne ed ossa come lui. Meglio azzerarlo, ammazzarlo, dargli del coglione che accettarlo nel proprio circolo di interlocutori. Perché se diventiamo tutti uguali, allora chi leggo? Mia nonna? Mio cognato che la sera parla di politica? No! Vogliamo autorità, vogliamo pareri che vengono dall’alto, dall’iperuranio, da un mondo delle idee a cui il lettore non avrà mai accesso perché NON VUOLE avere accesso.

Non esiste letteratura più ricca di quella dedicata alla vera identità dell’autore. Shakespeare era forse quattro donne, oppure era Marlowe, oppure il mandante dell’omicidio di Marlowe, ma, soprattutto, per favore, non fateci sapere chi fosse, perché se fosse umano, invece che sovra o sotto-umano, potremmo parlargli, magari dialogare con lui. E questo il lettore lo rifiuta.

Se prendete qualche minuto per leggere i commenti ai miei articoli online sul blog de IL FATTO, ci sono chicche meravigliose come: “L’autrice ha colto, non intenzionalmente ovviamente, il cuore del problema”, oppure “Bisognerebbe chiedersi a chi l’ha data via Gloria Origgi per poter scrivere tali cazzate su questo giornale”, o ancora “L’autrice dell’articolo dev’essere un’esperta di Copia/Incolla per aver messo insieme queste informazioni”.

A volte reagisco, contro il saggio consiglio del mio direttore, che pensa che al lettore selvaggio non valga la pena di dare una replica. Ma sto piano piano capendo che ha ragione lui. Non è l’autore che è morto, pace il buon Barthes. E’ il lettore. Triste, livoroso, incazzato, non cerca nessun dialogo. Ti odia e basta. Affogato in troppa informazione, il lettore galleggia, come un cadavere, senza sapere più come esercitare il suo potere di veto. Allora, come un kamikaze, spara su tutti, non accetta repliche, e si consola pensando che l’autore in fondo non esiste, è una costruzione culturale, e se qualcuno salta fuori in carne ed ossa e gli dice “Guarda, son qui! Sono l’autore! Ti tendo una mano: parliamo!” dev’essere un mandante di un partito realista pericoloso che vuole combattere le comode derive del post-moderno.

Caro lettore, tu n’es plus mon semblable, mon frère, sei una figura patetica, peggio delle vittime della pubblicità, che mi abbatte in pubblico e corre a comperare i miei libri. Ma ho ancora bisogno di te!

Il lettore è morto. Viva il lettore!! “

Energias Negativas

Negative energy

* foto retirada do Blogue da Laurinda Alves

 

Por favor gente! Já chega de choraminguices…

Apenas para reforçar:

Não existe nenhuma conspiração cósmica atrás de vocês, ninguém se esqueceu da vossa existência, o mundo não está cheio de sítios e pessoas más que vos perseguem, e a vossa vida não é uma sequência de acontecimentos tristes. Se assim o acham é porque estão a dar valor às coisas erradas!

“This is my party”, é o meu mundo e a minha vida, logo escolho mandar toda essa negatividade pela janela fora, quem manda nele sou eu mais ninguém, metam isto na vossa cabeça quem manda na vossa festa são vocês.

 

 

Apresento-vos o Josh!

O Josh e a irmã divulgaram estas fotos para tentarem acabar com a discriminação que o Josh por vezes sofre.

Eu tenho dificuldade em lidar com a discriminação, eu percebo que se discrimine alguém porque é parvo, idiota ou mentecapto, ok culpa da pessoa que escolhe ser assim, agora se discrimine por problemas físicos ou psíquicos não me entra na cabeça.

Por isso partilho estas fotos convosco, além de tudo porque são bonitas, são carinhosas e aquecem-nos o coração.

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