“Se eu voar sem saber onde vou
se eu andar sem conhecer quem sou
se eu falar e a voz soar com a amanhã
eu sei…”
Sara Tavares
“Se eu voar sem saber onde vou
se eu andar sem conhecer quem sou
se eu falar e a voz soar com a amanhã
eu sei…”
Sara Tavares
Trago guardado um poço dentro do peito,
o poço do silêncio que estende as horas
A imagem que me assola não é real,
Não chegou a ser, mas atormenta-me as noites
e os momentos que costumavam ser de paz.
É como que se um vazio, uma perda maior que tudo tomasse conta do meu peito.
Rodo e giro e não encontro saída,
Nada é racional, perco-me nos porquês.
Não entendo porque me custa tanto ultrapassar.
Noite após noite a mesma imagem surge no meio dos sonhos.
Dia após dia pesa-me no coração.
Tento sacudi-la, fazer com que não seja real não esteja aqui, não pese…
Um dia irá passar, porque tudo passa…
Um dia será apenas uma imagem num papel.
Até lá para quem está fora de mim continuo a sorrir
e a pedir que me deixem só, não me incomodem,
porque apesar de tudo o silêncio dói menos.
Do Avô que se fosse vivo fazia hoje 89 anos, se não me falha a memória foi a última canção que me ouviu cantar e ainda hoje me lembro perfeitamente da sua expressão sentado na plateia.

De um dos livros que mais marcou a minha infância, adorava as aventuras do Zezé e do Portuga. “O meu pé de Laranja Lima”

E eu partilhei algumas conversas com ele em Évora, vai fazer falta à divulgação cultural neste país. Morreu novo, certamente com imenso ainda por dizer…
http://www.youtube.com/watch?v=EHriFSv0Wok