Dias da Música CCB

Não sendo eu uma rapariga muito festivaleira e dada a grandes multidões, devo no entanto dizer que o Festival Dias da Música em Belém me acenta que nem uma luva, para além da música que se ouve por toda a parte, é um lugar de reencontro de velhos amigos que a distância e o quotidiano vão afastando do nosso dia a dia. 

O outro grande lado positivo é a descoberta de música e músicos novos, o contacto a partilha de conhecimentos e opiniões.

Se a vida me permitisse iria os três dias de manhã à noite.

O concerto dos Swingles Singers foi absolutamente fantástico, apetecia ouvir mais e mais….os discos não fazem jus ao espectáculo que fazem em cima do palco, além do mais são pessoas simpatiquíssimas, muito bom daqueles a recordar.

Ontem depois de um dia extenuante cheguei a casa de madrugada vinda dos Dias da Música e estava como a Amália Rodrigues, cansada mas feliz.

 

Yo Soy Maria de Buenos Aires – Piazzola – A minha grande descoberta destes dias da Música, adorei!

Dias da Música

Amanhã é um dia em que vou cair redonda de cansaço, mas está comprado o bilhete para os Swingle Singers às 24.00 no CCB, além de começar a dar aulas às nove da manhã, tenho concerto dos meus pequerruchos do Coro Infantil do Montijo às 21.00 no Montijo e depois Dias da Música porque eu tb mereço 😉

No domingo ninguém me arranca de casa.

Não conheço a canção….

mas se soubesse cantava com eles também, bem alto todos os dias…. e quando o anormal fosse preso punha a tocar em loop na cela dele.

para quem não sabe é a canção que Breivik disse odiar, fala do arco-íris, das flores a crescer,  igualdade e fraternidade. É que lavagens cerebrais destas eu quero que todas as crianças tenham…sou a favor.

A sério, era prisão perpétua sem pensar duas vezes, como castigo na cela a passar sem interrupção, um video com a história das vitimas, uma por uma contada por amigos e familiares, para eles os conhecer bem um a um terem rosto, história, não serem números. Na solitária sem poder contactar com ninguém.

Maria Augusta Barbosa (1912-2012)

Faleceu hoje a mãe da Musicologia portuguesa, todos nós estamos-lhe eternamente gratos.

“Maria Augusta Barbosa investiu no estudo grande parte do seu longo tempo. Aos 31 anos, após a conclusão dos cursos superiores de Piano e de Composição no Conservatório Nacional de Lisboa, concluiu a sua licenciatura em Ciências Musicais na Universidade Humboldt de Berlim e aos 58, em 1970, obteve o grau de Doctor Philosophiae, área de Ciências Musicais, na Universidade de Colónia. Foi, deste modo, a primeira pessoa em Portugal a ser obter o grau académico de Doutor em Ciências Musicais.

No Conservatório Nacional fez duas etapas: a primeira, por força da II Grande Guerra, durante 13 anos, aceitando um convite do Director, Dr. Ivo Cruz, e a segunda, durante 9 anos, compelida pelo Director Geral do Ensino Superior a regressar ao país.

O resto da sua vida, foi o ensino universitário: primeiro, na Universidade Nova de Lisboa, onde aliás viu reconhecido o seu doutoramento, e onde criou a primeira licenciatura em Ciências Musicais em Portugal, aí permanecendo até à sua jubilação (1983), e logo, gratuitamente, na Universidade de Coimbra e na Universidade de Lisboa, prestando ainda notável contributo na Universidade Autónoma e na Universidade Lusíada. E foi em plena actividade nas Universidades de Coimbra e Lusíada que viu chegar ao fim, em 2001, aos 89 anos, inesperadamente para ela, a sua carreira universitária.”

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