Daniel da Silva

Concerto do Daniel no dia 19 de Junho nas Caldas da Rainha às 21.30 na Antiga Lavandaria Termal, vale a pena quem puder ir ver.

Cinco años, un sueño

Daniel da Silva

 

Daniel da Silva oferece um concerto de guitarra flamenca, com composições próprias, fruto do intenso trabalho produzido para o seu projecto final de curso na Escola Superior de Música de Catalunya, com o qual conseguiu a máxima classificação de Matrícula de Honor e o cumprir de um sonho – poder aprender a arte e o ofício da guitarra flamenca. Este concerto tem uma forte componente instrumental na qual coexistem três principais elementos estruturais do flamenco tradicional: o toque, o cante e o baile.

 

Nasceu em Dezembro de 1983 em Évora (Portugal). Inicia os seus estudos de guitarra aos 13 anos na Academia de Música Eborense (AME).

Em 2002 ingressa na Universidade de Évora (UÉ) onde conclui quatro anos mais tarde a Licenciatura em Música (ramo interpretação: guitarra). Nesta primeira etapa da sua formação estudou com António Caeiro, José Farinha, Manuel Morais, Alberto Ponce y Pedro Jóia. Este último proporciona-lhe uma surpreendente descoberta, que rapidamente se torna uma forte paixão: o flamenco.

Entusiasmado com o timbre, as harmonias e o ritmo deste género musical, viaja em 2006 a Barcelona para estudar guitarra flamenca na Escola Superior de Música de Catalunya (ESMUC) com Rafael Cañizares. Em 2011 concluiu a licenciatura com a máxima classificação no seu concerto final de curso (Matrícula de Honor). Desde então teve também a oportunidade de estudar com Juan Manuel Cañizares y Juan Ramón Caro. Recebeu aulas de acompanhamento ao cante flamenco com José Miguel Cerro “Chiqui de la Línea”.

Em 2008 inicia a sua actividade flamenca nos palcos. Ingressa como guitarrista na companhia flamenca Los Mulero, y no Ballet do reconhecido bailaor José de la Vega, em cuja escolar trabalha como guitarrista acompanhador das aulas de baile flamenco. Durante um ano foi guitarrista do grupo Calima Colores com o qual realizou diversos concertos em Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Grécia e Marrocos. Trabalha regularmente no tablao Los Tarantos onde partilha palco com importantes músicos de flamenco de dentro e fora de Barcelona.

Daniel da Silva participa em diversos projectos de diferentes âmbitos musicais como o jazz, a bossa-nova, a world-music, e sobretudo o flamenco.

Dedica-se também à pedagogia da guitarra outorgando aulas deste instrumento.

Dietrich Fischer-Dieskau

Dieskau2

Não consigo precisar quantas vezes ilustrei este blogue com o som da sua voz, não consigo precisar quantas noites a sua voz me embalou, aconselhou e fez sonhar.

De certa forma tenho de equiparar à Elizabeth Schwarzkopf , foram ambos os meus grandes professores de Bach e Lieder.

Horas e horas de estudo a ouvir o som destas vozes imperdíveis e inesquecíveis.

A noticia apesar de não ser de todo inesperada, era um homem grande de 86 anos, deixa-me profundamente triste.

São demasiadas as minhas referências que já partiram, o que me faz sentir intelectualmente meio só….

Fischer-Dieskau emerged as a performer following the Second World War, and established a style of interpretation that focused on the poetry allied to an extraordinary control of timbre, tone and colour which gave his performances remarkable insight. Often working with Walter Legge as producer, Fischer-Dieskau’s style with its strong focus on the text is often compared with that of his contemporary and frequent partner Elisabeth Schwarzkopf. He was frequently partnered by Gerald Moore, Jörg Demus, Daniel Barenboim andAlfred Brendel, among other pianists. His work in the opera house was very wide-ranging, and linguistically broad (taking in Mozart, Strauss, Verdi, Wagner as well as modern works) but it was in song that he was unequalled. The baritone part in Britten’s War Requiem was one of numerous works written for him.”

nota da Deutsch Gramophone 

Não podia deixar de colocar aqui a sua voz divinal:


 

Já anteriormente tinha “postado” o Erlkönig mas é mesmo o meu lied de Schubert favorito e nesta versão é fenomenal.

Uma grande salva de palmas para o grande Dietrich Fischer-Dieskau.

” O sonho dos Outros”

Poesia da sobrinha Rita Wemans, música do tio Bernardo Sassetti.

 

 

Sonho dos Outros

 
Há sempre uma imagem…
Sempre esta imagem de nós
imperfeitos, inacabados longe dos sonhos

e há sempre sonhos
sonhos doces, tão mágicos, tão desejáveis
mas tão longe do que somos e temos

há sempre outros
sempre esses outros que nos avaliam
que nos fazem corar, sorrir, amar, chorar.

e há sempre nós…
Nós bonitos, nós feios,
nós sozinhos, nós amados…

Quem me dera que houvesse
sempre uma imagem de nós
nos sonhos dos outros!

Rita Wemans

É isto!

Estava a ler no Público uma entrevista antiga do Bernardo Sassetti à Laurinda Alves e encontrei a melhor definição para o que sinto em relação à música, no caso do Bernardo é em relação à composição, no meu caso é em relação ao canto.

Exactamente como uma necessidade emocional muito forte de transmitir coisas que tenho cá dentro. Coisas que nunca conseguirei expressar por palavras. É difícil explicar, sabe?! Muitas vezes sinto a música como se de um desabafo se tratasse.”

Há uns anos escrevi aqui neste blogue, que quando passo muito tempo sem cantar, doí cá dentro, é como se tivesse algo acumulado desejoso de sair cá para fora e que pressiona a carne porque tem de sair.

Nunca gostei de falar de mim dos meus problemas e sentimentos, não gosto dessa partilha, não é porque me possa sentir vulnerável ou por egoísmo, é mesmo porque sou assim , os meus sentimentos não se expressam por palavras, sempre fui assim desde que nasci, desde tenra idade que quando me quero expressar canto, o som e a música conta o que se passa comigo, quem eu sou, a minha essência, a quem quiser escutar com atenção.



….

Bernardo Sassetti

Foi nesta fotografia “roubada” ao Luis Tinoco, que encontrei a foto mais representativa do Bernardo que há muitos anos conheci, esta foto é de 92 e eu conheci o Bernardo no final dos anos 90, era assim sempre bem disposto, sereno e a fazer-nos rir como a sua música, música à qual torno por diversas vezes, quando necessito de harmonia e serenidade, hoje volto a ela para relembrar instantes de um verão musical com momentos bem passados.

À familia e aos amigos deixo o meu abraço sentido.

 

 

Aulas de Cello

*

Apesar das condicionantes físicas temporárias, os dias em que tenho aulas de violoncelo são dias óptimos, sim chego a casa com dores em músculos de desconhecia ter, mas com uma luz interior e um raio de felicidade trasbordante. É como se a alma estive satisfeita e no meio de toda a chuva se visse um raio de sol que ofusca o ambiente circundante.

O meu próximo desafio são os exercícios do senhor Dotzauer, que pode parecer coisa pouca para qualquer não iniciante mas que se afiguram um desafio bastante respeitável nas próximas semanas. Enfrento-os de braços doridos e sorriso nos lábios.

* A banda sonora é apenas inspiracional, digamos que o som que tiro com cordas soltas e primeira posição ainda não é merecedor dos vossos ouvidos ( ou dos de qualquer ser vivo, animal ou vegetal….mas lá chegarei ;))