Um presente de Natal

Deixo-vos aqui uma árvore de Natal de sonho, a do Rockefeller Center. em Nova York, gostava de vos deixar uma portuguesa,mas infelizmente só temos uma, grande árvore de Natal, como é de ferro … não gosto.

” Sarasate”*

Há uma nota que vibra e voa para longe
E uma outra – a última -flui
No seu encalço – e estremece – escapa-se.
Oh, se eu pudesse chorar,
Como uma criança pelo seu brinquedo.

Ainda sentado – o júbilo torna-se estridor –
Os meus sentidos demoram-se a beber
O ar de um mundo ainda longínquo,
Um mundo que a minha inocente infância
Logo abraça com saudade.

O ar de um mundo invulgar,
Que noites a fio, em ímpeto ardente
Me mantém febril e preso no seu encanto –
A terra dos apátridas,
Este reino da arte, vermelho como o Sol

Herman Hesse
(6 de Dezembro de 1897)

* Pablo Martín Melitón de Sarasate y Navascuéz , violinista e compositor, nasceu em Pamplona a
10 de Março de 1844 morre em Biarritz em 1908

O Último Dia de Outono

Foto: Ilidio Pires

Deste-me a mão, para me ajudar a subir aquela rocha mais íngreme, mas valeu a pena a paisagem é de outro mundo, o Douro no Outono é algo digno de um filme.
Deixei-me ficar, juntei o meu corpo com o teu e fiquei ali, quieta, a contemplar a paisagem, em silêncio, escutando somente o ruído do rio, lá em baixo, e som do vento por entre as parreiras.
Pensava, em todo o caminho que percorrermos, no curto espaço de um mês, nunca pensei estar aqui, quando nos esbarramos literalmente na porta da livraria, trocámos umas pastas sem querer e tivemos que voltar a cruzar-nos para desfazer o erro, se não soubesse mais que isso, pensava que estávamos no centro de um enredo cinematográfico.
Convidaste-me para ir tomar café, e eu respondi-te que não bebia café, continuaste, sempre no bom caminho, e perguntaste-me se queria ir beber um chocolate quente então…e eu respondi-te que não bebia chocolate quente…e tu perguntas-te me, com razão, se eu ingeria algum tipo de bebidas, ao que eu te respondi secamente, um chá pode ser.
E foi a partir desse chá que tudo começou, depois fomos jantar, seguiu-se o teatro, o cinema e, de repente, a minha vida começou a habituar-se à tua companhia.
Começaram os longos passeios no parque, as confidências literárias, as gargalhadas junto ao mar, os passeios de bicicleta, e num espaço de duas semanas a minha vida tornou-se completamente siamesa da tua, o que me assustou, na realidade ainda me assusta.
Não gosto de companhia, nunca gostei, sempre fui e quis ser orgulhosamente só, demorei a compreender o que se estava a passar comigo. Depois percebi, a tua solidão encaixava-se completamente na minha solidão, eu na realidade continuava a mesma, apenas compartilhava um mesmo estado e senti-me bem com isso.
E aqui estou eu, aconchegada pelos teus braços a observar um rio que corre sempre na mesma direcção, sem se perguntar porquê, e se calhar nós devíamos fazer o mesmo, afinal de contas, mais cedo ou mais tarde desagua mos todos no mar.

Um pequeno esboço da Cultura Maori

Tive o meu primeiro contacto, com a cultura Maori, em Agosto de 2000, através de um belíssimo cd de Kiri Te Kanawa chamado “Maori Songs”, apaixonei-me pela sonoridade produzida por este povo, desde então tenho dado alguma atenção a esta cultura posicionada nos nossos antípodas e entre nós tão desconhecida, excepção feita aos amantes de Rugby que têm a referência do Haka (canto de guerra) cantado no início de cada jogo da selecção neo-zelandesa.

Deixo-vos, então aqui, alguns traços da cultura Maori que espero que vos encante tanto como a mim.

Com origem na Mongólia, em 1200 A.C. a população da Nova Guiné começou a sua peregrinação pelas ilhas do Pacífico dando origem a dois povos os Maori e os Moriori.
Os ascendentes dos Maori, sediaram-se na “Aotearoa” – Terra da Grande Nuvem Branca (Nova Zelândia), o que lhes permitiu manter e aumentar a divisão do trabalho, criando uma casta guerreira que se envolvia regularmente em guerras inter-tribais.

Em 1835, novecentos Maori, rumaram para as ilhas Chatam, a 800 km de “Aotearoa”, ilhas então habitadas pelos Moriori, que após alguma resistência foram subjugados e escravizados pelos primeiros.
Mas os Maori espalharam-se por toda a Polinésia, existem inclusivamente semelhanças nos hábitos, costumes e alguns vocábulos do Hawaii às Marquesas, Polinésia Francesa e Ilhas Cook, fruto dessa migração.

Os primeiros europeus chegam a ilha em 1820, mas só em 1840, após diversas lutas e guerras entre brancos e Maori, foi assinado o Tratado de Waitangi, celebrando a paz entre os dois povos. Após o tratado o povo Maori, ficou restrito a áreas isoladas por sua própria vontade, facto que apenas muda já perto do início do século XX.

Maoritanga – Cultura Maori

Existem várias lendas e histórias, relativas às tradições do povo Maori, como por exemplo a da criação do mundo: Panginui, o pai céu, e Papawanuku, a mãe terra, tiveram um filho Tane, criador de todas as criaturas. Outra lenda diz que os Maori são descendentes de Deus e os seus ancestrais partiram de Hawaikii em canoas e cruzaram o Oceano Pacifico – Te Mona Nui a Kiwa.

A Arte Maori está intimamente associada à paisagem e ambiente de “Aotearoa”

A dança tem um papel fulcral para o jovem guerreiro, visto que é um ponto de partida para a luta contra inimigos imaginários. Trata-se de uma dança, onde são preponderantes factores como a elasticidade e o manejamento de clavas, acrescidas da tradicional careta, em que expõem toda a língua, que tem como intenção intimidar o inimigo.

A Escultura Maori pode ser efectuada em Madeira, Osso e “Pounamu”, conta a história da tribo e dos seus antepassados mitológicos, mas que também tem uma utilidade prática como fazer waka (canoas), armas e instrumentos musicais.

A Escultura em Osso (tradicionalmente em Osso de Baleia, embora hoje em dia seja mais comum a utilização do Osso de Vaca) é outra forma importante da Arte Maori, utilizada como adorno, toma várias formas com diferentes significados:

– Hei Matau (anzol) – esta forma representa o mito de Maui. Maui pescava na Ilha do Norte usando um anzol feito com o queixo da sua avó, este anzol representa, desde então, o poder e influência dos antepassados. O Hei Matau é considerado um talismã que dá boa sorte e protecção durante as viagens.

– Koru – o Koru significa vida nova e regeneração, mas também eternidade e harmonia entre os povos.

– Manaia – este tipo de escultura representa os seres míticos com o mesmo nome, estes seres tem corpo humano e cabeça de pássaro. São considerados guardiões contra o mal.

– Tiki – baseados em figuras mitológicas.

A Escultura Pounamu (em Jade ou Pedra Verde) é extremamente difícil de esculpir, tendo por isso enorme valor entre os Maori, as suas formas mais comuns são jóias e armas.
As esculturas Pounamu herdaram as suas próprias histórias ao longo do tempo, e são conhecidas como Taonga (objectos acarinhados).

A diversidade cultural Maori encontra-se bastante presente na sociedade Neo-Zelandesa, actualmente, ao contrário do que acontece com os aborígenes na Austrália
Esta cultura tem um peso em quase todos os quadrantes de actividade, mas a maior evolução foi no sector da educação com um aumento bastante significativo de população Maori que frequenta a Universidade.
A Língua Maori, apesar de ser só usada em cerimónias tribais, é uma língua oficial juntamente com o Inglês.

Fica aqui uma pequena introdução a cultura Maori, num próximo post tentarei fazer uma aproximação a música Maori. Espero que seja um tema do vosso agrado.

Vinicius Moraes

O meu poema preferido de Vinicius de Moraes

Soneto do amor total

“Amo-te tanto meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude. “

Confesso que não entendo o que leva o cérebro humano a tal entrega, as palavras são muito fortes e sentidas, adoro este poema, mas esta força de sentimento ultrapassa-me.

Compositor Português ganha prémio Internacional de Composição

O compositor português, João Pedro Oliveira, está de parabéns ao ter vencido ,o Concurso Internacional de Música Nova de Praga, na categoria de obras para instrumento e sons electroacústicos, com “A Escada Estreita” para Flauta e Sons Electroacústicos escrita em 1999.
O compositor, ganhou também, o segundo prémio com “Time Spell” no Concurso Internacional de Música Electroacústica de São Paulo. A obra, escrita em 2003, para clarinete e sons acústicos em seis canais, irá ser editada em CD como prémio resultante do Concurso.
Igualmente de parabéns está a eslovaca Petra Bachratá, de momento a residir em Portugal, pelo primeiro prémio no Concurso Internacional de Praga, com “Nunataq”, na categoria de electroacústica pura, esta obra faz parte do projecto de Doutoramento da eslovaca na Universidade de Aveiro.

Casa do Passal – Aristides Sousa Mendes

Através de um comentário ao post anterior, fui tentar descobrir a realidade da Casa do Passal e deparei- me com um triste cenário, mais um marco da nossa história está prestes a desaparecer diante dos nossos olhos, sem que ninguém faça nada para impedir.
Não vos vou relatar os factos da vida de Aristites Sousa Mendes, até porque, descobri que já existem diversos “blog” a abordar esse assunto.
Mas pergunto-me se em vez de bustos, concertos de homenagem, nomes de rua,etc, se o melhor tributo a este Homem não seria restaurar a casa que ele construiu para albergar a sua enorme familia ( teve 14 filhos) e familias inteiras de Judeus, cuja vida ajudou a salvar.
Não deveria aquela bonita casa ser considerado um monumento do Anti-Holocausto, ou até mesmo Património Histórico da Humanidade?
Aristide Sousa Mendes morreu na miséria apesar da sua infinita generosidade, não seria altura de alguém a retribuir preservando a sua memória, ou até mesmo usando a Casa do Passal como um Museu, que contasse esta magnifica história de coragem às futuras gerações.
Com tantos Batmans e Superhomens a povoar o imaginário infantil seria bem melhor que os substituissem por herois de verdade.

Sites e Blogs relacionados:

www.ipv.pt/millenium25/26_16htm
www.vidaslusofonas.pt/sousa_mendes.htm
www.sopadenabos.blogspot.com
www.sousamendes.blogspot.com
www.antoniopovinho.blogspot.com/2005/10/cabanas-de-viriato-e-casa-do-passal.html

MT

Uma Frase Bonita

Peço desde já desculpas, a Sérgio Azevedo, mas vou utilizar uma frase que vi no seu blog, no artigo:””A música em tempos de cólera” – discurso feito no concerto em homenagem a Aristides de Sousa Mendes “

“Nenhum homem é uma ILHA isolada
cada homem é uma partícula do CONTINENTE,
uma parte da TERRA se um TORRÃO é arrastado para o MAR,
a EUROPA fica diminuída,
como se fosse um PROMONTÓRIO,
como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA,
a MORTE de qualquer homem diminui-me,
porque sou parte do GÉNERO HUMANO.
E por isso não perguntes porquem os SINOS dobram
eles dobram por ti.”

John Donne


Depois disto, nada mais a para dizer, as próprias palavras sentem-se envergonhadas.

MT

Cultura Galaico-Portuguesa III

Eventos Comuns

Primavera

A Primavera é a estación do ano en que a Natureza esperta e na que se inician
todos os procesos vitais.

O carnaval é un elemento esencial do patrimonio
inmaterial, con características comúns que o tornan
único e singular no ámbito etnográfico.

Os Maios reflicten a importancia da botánica
popular, e levan asociados importantes elementos
inmateriais como coplas e cantigas.

O contacto de galegos e portugueses cun medio
natural
forte propicia unha visón panteísta da
natureza. A institución do monte comunal, por
exemplo, reflicte un aproveitamento colectivo dos
recursos naturais, o mesmo que acontece nas
comunidades pescadoras.

As Cocas de vilas galegas e portuguesas son un bo
exemplo de manifestación común idéntica, asociada
a un rico patrimonio inmaterial de Mitos e Lendas
populares.

Nas artes da pesca obsérvase un importante
coñecemento do medio natural e dos seres vivos
marítimos.

O traballo da muller, presente en todas as
actividades tradicionais, ten un gran destaque no
marisqueo ou na apaña do argazo. Símbolos como o
da cuncha xacobea ou os búzios son característicos
do noso imaxinario colectivo.

A lamprea constitue un exemplo dun produto
natural específico desta rexión, con formas
culinarias e gastronómicas que realzan a identidade
común.

Verão

No verán prodúcese o momento culminante do ciclo solar e tamén, polo tanto,
englóbanse nel todas as manifestacións de carácter festivo, lúdico e de lecer.

A festa de San Xoán é unha celebración ligada
directamente ao ciclo solar cunha forte
implantación no imaxinario colectivo e uns
interesantes compoñentes de botánica tradicional.

As romarías e as procesións marítimas ilustran as
intensas relacións marítimas presentes desde
sempre entre ambos pobos. A toponímia marítimocosteira
é un elemento importante do acervo
cultural inmaterial.

A variada tipoloxía de embarcacións tradicionais
ilustran as semellanzas e a excelencia técnica das
formas de construcción e navegación tradicionais,
con importantes elementos inmateriais como a
nomenclatura dos compoñentes e a simboloxía
asociada, por exemplo, coas marcas de construtor
ou marcas poveiras.

Tanto no mundo rural como no mundo urbano
prodúcese unha forte participación popular nestas
formas comunitarias de diversión, lecer e
relixiosidade tradicional, cunha forte carga
identitaria asociada co poboamento disperso
agrupado en freguesias ou parroquias de orixe
precristiá.

A música tradicional traduce unha excelencia nos
oficios, tanto no propio dos músicos como no dos
construtores de instrumentos tradicionais, co orixe
no fondo dos tempos.

Directamente asociadas coa música están as danzas
propias que constitúen unha marca de identidade
colectiva que permanece en moitos lugares do
mundo con presenza da emigración galegoportuguesa.
Cada danza presenta, á súa vez,
variadas e interesantes características locais.
Denominadas tamén Cantares ao Desafio,
Despiques ou Desgarradas, son un elemento
fundamental en perigo de desaparición inminente
en Galiza. Maniféstase nelas a retórica popular, a
ironía ou “retranca”, con raíces situadas nas propias
cantigas de escarnio e maldizer dos trobadores e
xograres medievais.

Outono

Na estación do Outono prodúcese a recolla dos produtos ofrecidos pola Nai
Natureza, actividades nas cales se produce un rico e variado patrimonio de
carácter inmaterial.

A vendima ou os lagares de aceite, son exemplos
destes eventos colectivos, asociados a múltiples
espresións culturais.

As transformacións secundarias, como a destilación
dos bagazos
, fomentan a transmisión oral, asociada
con formas de maxia e crenzas, da que son exemplo
os esconxuros da queimada.

O liño é un exemplo de cultivo tradicional en perigo
de desaparición que se pretende revitalizar asociado
coas modernas tecnoloxías nun xeito de
desenvolvemento sustentábel.

O millo, cultivo de introdución tardía, é un exemplo
da capacidade de adaptación ás mudanzas e a
incorporación nestes de novos elementos
patrimoniais , como as esfolladas ou os seráns.

A castaña, produto natural característico da rexión,
produce manifestacións culturais comúns e propias
como é o caso do magosto.

O carro de bois, elemento de transporte terrestre
por excelencia, incorpora oficios como o do
construtor e o de arrieiro, interesante nomenclatura
propia e os coñecementos propios do cuidado dos
animais.

Inverno

O inverno é a estación final do ciclo anual, na que se engloban as
transformacións finais dos produtos de orixe natural.

O tear do liño e os bordados son exemplos da
importancia e excelencia do traballo da muller.

Os encaixes ou rendas de bilros constitúen mostras
da comunidade cultural existente, que xa se
converteu nun intenso proceso de transmisións
patrimonial ás xeracións máis novas.

O traxe tradicional constitúe un elemento de
excepcional elaboración e requinte, cunha variada e
rica simboloxía nas formas e cores e nos
ornamentos, produto dunha tradición que data da
época castrexa.

Artesanía popular maniféstase a enorme
polivalencia do mundo rural tradicional, ligado a
unha grande auto-suficiencia.

Os múltiples e variados ofícios asociados con
produtos naturais ofrecen a excelencia das súas
realizacións e o patrimonio oral das linguas propias
ou falas gremiais.

In:www.opatrimonio.org

Cultura Galaico-Portuguesa II

Cultura Común

“Esta candidatura abranxe o conxunto do patrimonio cultural común a Galiza e a Portugal. Unha cultura común que asenta as súas raízes na prehistoria e que se mantén aínda viva por enriba das fronteiras entre os dous países que presentan esta candidatura, Portugal e España.

A cultura tradicional galego-portuguesa presenta unha unidade e unhas semellanzas que evidencian que a cultura común mantivo unha identificación coa comunidade obstinadamente fiel ao pasado e que debido ás rápidas mudanzas sociais corre perigo de desaparecer.
Este patrimonio inmaterial ten a súa orixe na rexión denominada “Gallaecia” a través dos romanos, e posteriores eventos históricos fan que teña unha intensa presenza en todo o territorio do país que é actualmente Portugal, así como noutras partes do mundo debido a fenómenos de colonización e emigración.
Onde máis claramente se visibilizan os elementos do patrimonio inmaterial galego-portugués é nas distintas fases do ciclo anual, representadas de maneira simbólica polas catro estacións do ano. Sen esquecer que manifestacións orais como a lingua, os cantares, os oficios, a música, as danzas e o universo festivo e ritual teñen unha presenza constante nas dúas comunidades ao longo do ano enteiro.
Esta cultura común mantén formas de excelencia que abarcan boa parte das manifestacións profundamente asentadas na poboación e no territorio, como a existencia de actividades de tipo comunitario ligadas aos montes, a gandería ou a prácticas agrarias ou marítimas.”
In:www.opatrimonio.or