“Fado Roubado” – Paula Oliveira e Bernardo Moreira

http://www.youtube.com/v/kdzkU5ZVQO0&rel=1

Ontem de madrugada, quando vinha para casa, ouvi na Antena 1 uma entrevista com Paula Oliveira,onde apresentava o seu novo trabalho “Fado Roubado” no qual mantém a parceria com Bernardo Moreira (iniciada em “Lisboa que Adormece”).
A cantora e o pianista são referências incontornáveis no panorama do jazz nacional. José Duarte considerou o último álbum do duo como o trabalho da vida de Paula Oliveira, no entanto e no meu entender este é consideravelmente melhor (não acredito em discos da vida, o disco da vida de alguém é sempre o próximo…).
Considero antes de tudo “Fado Roubado” uma merecida homenagem à Poesia e Música portuguesa do séc. XX, uma óptima antologia se preferirem o termo.
É transcendental o que este arranjo faz à poesia de Fernando Pessoa. A doçura que sai das mãos do Bernardo Moreira, a voz bastante timbrada de Paula Oliveira, o ondular sereno do Contrabaixo misturados dionisicamente com o ritmo pacifico da percussão, atraem-nos como ambrósia.
Antes de ouvirem “Há uma música no povo” aconselho-vos a fechar os olhos e imaginarem um domingo bastante chuvoso, um livro, chá e esta música.

Deixo-vos então a desfrutar deste néctar dos deuses….

Links para excertos de outras músicas do álbum:

Estrela da Tarde
Horn Please
Gaivota

Música do Dia

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=QtqADo-D3mQ&rel=1]

Love of my life,
You hurt me,
You broken my heart,
Now you leave me

Love of my life can’t you see,
Bring it back bring it back,
Don’t take it away from me,
Because you don’t know what it means to me

Love of my life don’t leave me,
You’ve stolen my love you now desert me,

Love of my life can’t you see,
Bring it back bring it back,
Don’t take it away from me,
Because you don’t know what it means to me

You will remember when this is blown over,
And everything’s all by the way,
When I grow older,
I will be there at your side,
To remind how I still love you
I still love you
I still love you

Hurry back hurry back,
Don’t take it away from me,
Because you don’t know what it means to me

Love of my life,
Love of my life

Fazes-me falta!

Acordei, sentido-te ainda ao meu lado, embora saiba que não estás lá, o meu corpo não se habituou ainda à ausência do teu. O coração sente o imenso vazio, mesmo que este seja apenas de umas horas, está dilacerado, está a aprender a dar os primeiros passos neste estado de ausência de ti.

Tenho de te deixar ir, tenho de te deixar ir para que percebas o que há muito eu já percebi.

Eu por meu lado, tenho que deixar de sentir por uns tempos, para que a dor não me avassale o espírito, do mesmo modo em que vai rasgando o corpo e a alma. O teu sorriso está sempre presente, a tua voz, o teu corpo junto do meu, os teus dedos entrelaçados nos meus, o sabor dos beijos que teimas não deixar…

Fazes-me falta. Adoro-te!

Acordei, sentido-te ainda ao meu lado, embora saiba que não estás lá..

Happy New Year!

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=BSKKLROWgOI&rel=1]
Um Feliz 2008, deixo-vos aqui imagens do Concerto de Ano Novo mais famoso do mundo, o Concerto de Ano Novo de Viena, este de 2007.
Já sabem como é, música de um dos famosos Strauss (os Strauss das Valsinhas, eu sei que tenho mau feitio mas para mim Strauss é Richard), mais precisamente Johann Strauss Sénior. Marcha Radetzky no Musikverein de Viena.
Um bom ano para todos, com todas aquelas coisas que as “misses” desejam e mais o que vocês desejarem.

Wolf Girls

in http://www.geocities.com/Heartland/Lane/1093/wolf.html

“A warrior must prepare for battle even on her deathbed, my mother used to say. Though when they came, she looked up from her bones and with one crack in the stuff of her, she was gone. They put us in sheets and took us. Where were we? My life slipped out of me and down, when now the sun, my enemy, has baked up all the holes. I ask the rain to soften the earth so my life may come back to me, upwards (…) Then the compound, our play. The churning orphans gallop. I make my place by the long wall. My sister crawls under the thorn bushes and hisses. I am a coward. If I was a true daughter to my mother the wolf, I would put my teeth on the red leg of the nearest girl of all. White ghost, white ghost, she sings. But my eyes are bad. I will not leave the shadows.”

Wolf-girl (c. 1909 – c. 1936)
From The Diary of the Wolf Girls of Midnapore by the reverend Joseph Singh. Two girls, aged one and seven years old, were found by the Rev. Singh, suckling a wolf in a cave in West Bengal, India, in 1916. The wolf was killed, then the sisters taken to his Mission Orphanage to be raised as “human beings again”. The younger one died in a couple of weeks.