“os portugueses andaram pela Austrália, mas a Austrália não lhes interessou para nada”

Segundo Francisco Domingues “os portugueses andaram pela Austrália, mas a Austrália não lhes interessou para nada”.
Num
artigo do público sobre um debate acontecido à cerca do livro “Beyond Capricorn” descreve-se essa possibilidade defendida pelo autor de que seria possível os portugueses terem sido o primeiro povo europeu a chegar à Austrália.
Se os espanhóis não se podiam aventurar para aqueles lados, segundo o Tratado de Tordesilhas, ingleses e holandeses só mais tarde se fariam ao mar, não me parece causar grande espanto que possam ter sido os portugueses os primeiros a aportar lá.
Também não me parece nada de outro mundo que os mesmos navegadores interessados em ouro e especiarias tenham considerado a Austrália um território desinteressante para os seus propósitos, afinal de contas a Austrália só é como a conhecemos hoje porque foi colonizada pelos ingleses, e quanto a isso não me parece haver quaisquer dúvida.
Atrevo-me a dizer que nem a Austrália interessou aos portugueses e muito menos interessariam os portugueses à Austrália ( se acham que não, perguntem aos australianos dos nossos tempos se tivessem a oportunidade de mudar o curso da história se o fariam… a resposta seria um esmagador não).

Sombras

“Quero que tudo me seja explicado, ou então coisa nenhuma. E a razão é impotente ante este grito de alma . (…) O que não compreendo não tem uma razão.” – Alberto Camus

As sombras que nos atormentam vindas directamente da alegoria das cavernas não nos permitem ver a luz, por isso vagueamos, andamos por entre o vazio, por entre os porquês, na velha busca de tentar compreender o imperceptível. A mente não dorme, não sossega, não nos permite observar a razão e a coerência, cremos tudo já, tudo agora, queremos o futuro ontem. Queremos que a solidão dos dias que tardam em passar desapareça, queremos a vida, queremos que a espada e a sombra desapareçam de cima das nossas cabeças.
O absurdo insiste em dar-se a conhecer, mesmo quando baixamos a guarda e sossegamos por um bocadinho ele surge com as garras de fora pronto a aniquilar toda e qualquer forma de paz que poderia existir, precisa-se de justiça divina que reponha as forças, de fechar os olhos e simplesmente adormecer e conseguir ter um sonho feliz.

O jogo!

http://www.youtube.com/v/EB5ocv7g8-A&hl=en

O vazio ocupa a mente nos dias difíceis de passar
A solidão do jogo não permite a conclusão final
Jogada após jogada o ponto nunca mais é concluido
Círculos…. Imensos círculos que impedem o sono
Quando acaba? Quando termina a imensa espera?
Hoje? Amanhã? Tem de terminar, o jogo não pode durar sempre!
E embarca-se numa viagem de esperança, de angústia e infinita ansiedade.
Rotina, sossego e paz de espírito anseiam-se como se de água no deserto se tratassem.
Mas o jogo é assim, imprevisível, mesmo para quem começa já a ficar vencido pelo cansaço, pela duração e esquece a vitória para se concentrar apenas no final, qualquer final.