Palavra de Nabokov

“Fui sempre um orador desgraçado. O meu vocabulário habita nas profundezas do meu espírito e precisa do papel para se soltar e ascender à zona física. Para mim, a eloquência espontânea parece um milagre. Reescrevi várias vezes, com muita frequência, todas as palavras que publiquei. Os meus lápis duram mais que as respectivas borrachas.”

O mesmo se vai passando comigo, como escrever as palavras do mesmo modo que as vemos? Esse é o grande mistério….

Opinion Makers proibidos antes dos 50!

Quando iniciei a licenciatura uma sábia Professora disse-nos: escusam de escrever “na minha opinião” porque até terminarem a licenciatura a vossa opinião será a dos outros, as daqueles que vos vão ensinar,vocês ainda não têm opinião.
Com os jornalistas deveria acontecer o mesmo, durante os primeiros anos, sejamos simpáticos, primeiros quinze anos de carreira, não deveria ser permitido ao jornalista exprimir a opinião.
O que aconteceu ao belo jornalismo baseado em factos?Costumava ser fidedigno,objectivo e permitir ao leitor fazer a própria interpretação.
Nas novas gerações todos querem ser Marcelos e Moita Flores (pelos vistos para a SIC o antigo inspector da PJ é um “know it all“). Por tudo e por nada perdem-se em metáforas sem sentidos, parágrafos inteiros vazios de conteúdo, repletos de simbologias sem qualquer significado(uma antítese eu sei ,mas eles conseguem-no), e opiniões, milhões e milhões de opiniões sem qualquer suporte factual.
Então serve-se palha aos burros que pensam que o senhor/senhora jornalista, sem qualquer experiência de vida, faz ideia do que está a falar e cria-se uma sociedade que mastiga o que os ignorantes escrevem, em vez de pensar por si própria e chegar às suas próprias conclusões.
Não sou contra “opinion makers” (essa nova profissão que popula jornais e televisões), mas acho que devem ser “experts” sobre as matérias que versam. Aceito e gosto de ouvir opinar jornalistas, que têm uma carreira inteira a suportá-lo, como por exemplo o Mário Crespo ou o Martim Cabral.
Gosto de ouvir opiniões de quem sabe e irrita-me que num jornal/revista/noticiário tudo tenha um juízo de valor. Deixem-no para o espectador/leitor ou acham que estes não têm essa capacidade?

Afinal não deve ser o Jornalismo acima de tudo de carácter objectivo? Foi pelo menos isso que sempre aprendi!

Nem sempre as palavras conseguem descrever o que realmente queremos dizer

O sorriso não consegue disfarçar a alegria de acordar e ver-te bem ali ao meu lado. Não consegue disfarçar a lamechiche de olhar para ti como se da primeira vez se tratasse.
Não consegue disfarçar a ansiedade do primeiro beijo da manhã.
Mesmo nos piores momentos, mesmo quando a minha alma não se reconhece, é o teu sorriso, a tua mão que mostra a luz.

Adoro-te meu fantasma tresloucado!

Deixa que te diga: Tem sido preciso cá uma paciência!

Obrigada!

http://www.youtube.com/v/aXvN2jqy9TE&hl=pt-br&fs=1

Depois disto então….