Coisas que mexem com a caixinha das emoções

Transcrição de um texto escrito aqui ( Inês em NY):

O fim de uma era

“Há uma semana atrás morreu o paciente mais relevante para o estudo de memória e talvez para o campo das neurociências em geral. Henry Gustav Molaison ou H.M., como ele era conhecido para o mundo científico, sofria de graves ataques epilépticos que afectavam seriamente a dua vida normal. Por esse motivo, o seu médico sugeriu uma cirurgia radical e experimental, em que se removeria as partes do seu cérebro que originavam as ondas de hiperexcitabilidade celular que resultavam em epilepsia. Foi então que, aos 27 anos de idade, H.M. foi operado e ambos os seus hipocampos foram removidos. A primeira consequência de relevo da operação foi que os seus ataques epiléticos desapareceram. Dir-se-ia que a operação foi um sucesso. Contudo, H.M. deixou de ser capaz de formar novas memórias. Lembram-se de Memento? É mais ou menos isso… A perda desta capacidade deu-se sem qualquer influência noutras capacidades mentais: o seu QI não se modificou, não houve decaimento da sua eloquência verbal, a sua memória para eventos e factos aprendidos antes da cirurgia estavam intactos, a sua memória motora estava intacta, etc… Isto significa que H.M. era capaz, por exemplo de aprender uma determinada sequência de movimentos (por exemplo, andar de bicicleta, se ele não soubesse anteriormente), mas não teria qualquer memória de o ter aprendido ou de o saber fazer. Qualquer experiência que se seguiu, evaporava-se. Uma das histórias que se conta é que a família se mudou para uma casa diferente uns anos após a operação e H.M., se deixado sozinho, voltava sempre para a casa anterior. Isto acontecia tão frequentemente que os novos habitantes da casa já o conheciam e tinham o número de telefone da família para os chamar quando ele lá ia parar… A investigadora Dr. Brenda Milner, que o seguiu durante estes 55 anos, tinha que se apresentar cada vez que o via. Contudo, ele tinha noção do que lhe tinha acontecido e de que não podia formar novas memórias, por isso, normalmente ele dizia “Desculpe se já nos apresentámos anteriormente, mas a minha memória não é nada boa”.

Este foi um paciente único na história da humanidade (ninguém repetiu a operação quando se descobriu os “efeitos secundários”). Pela sua importância e porque é o fim de uma era, aqui fica a minha singela homenagem a alguém cuja infelicidade é a base da minha (e de muitos outros) carreira científica.”

Será que conseguimos imaginar o que seja a vida assim? Uma vida sem memória? Dá que pensar…

Aviso à navegação!

Acabei de ver isto no blogue da Laurinda Alves, juro que se alguém se lembra de me comprar esta porcaria é corrida/do a livros do Nicholas Sparks, Paulo Coelho ou outras pérolas dessas que se vendem nas bombas de gasolina….

É só para avisar antes que alguma mente iluminada pense que este senhor percebe alguma coisa de História da Música (aliás o livro deve ter tanto de musical como os senhores que assinam o prefácio e nota de abertura).

O Mozart quando esteve sentado aqui neste degrau , com apenas dois anos e meio de idade virou-se para Nannerl e disse: “apetecia-me bife”…informação extremamente relevante, pena que o senhor não tivesse presenciado a cena mesmo….era menos um agora a dizer asneiras… As pessoas deviam ser fieis ao que sabem e não andarem a inventar asneiras só para fazer figuras…eu tb não toco violino, se o fizer acerto tanto como este senhor na História da Música, com uma diferença eu não obrigo ninguém a ouvir, mas é bem feita que assim as pseudo intectualidades ficam a saber bastantes barbaridades para poderem discutir à refeição.

Memory Lane..

Foto: MT

Este fim de semana foi daqueles de regressar a casa. Sempre fui sem terra, mas sempre houve um sitio onde me senti melhor que nos outros todos, o Alentejo, também é certo foi a região onde morei mais tempo feitas as contas.
Dentro da imensidão do Alentejo, Évora é de facto o sitio que considero casa,ao sitio onde afectivamente pertenço. Mesmo que agora as visitas sejam mais esporádicas, faz me sempre bem à alma.
Este lugar é um lugar especial de tardadas, conversas e tertúlias com amigos.

(pronto e o facto de ter uma doçaria conventual estupenda também não passa despercebido)

Leif Ove Andsnes na Casa da Música hoje

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Cada vez que olho para a programação da Casa da Música e a comparo com as salas lisboetas dá-me a sensação de viver no local errado ( mas só nessa situação), desde o serviço de educação à programação em si é 5 estrelas provavelmente a melhor sala de espectáculos no que diz respeito a estes dois aspectos ( nunca entrei lá por isso só posso avaliar pelo que vou lendo).
Hoje é a vez do pianista Norueguês Leif Ove Andsnes.

Fotografias

Foto:MT

Encontrei hoje o que resta do meu espólio de fotografias, são umas nove no total que estavam no meu perfil do Myspace.
As outras desapareceram todas no disco externo que a minha gata assassinou… tenho pena, gostava de vê-las de vez em quando e lembrar os momentos em que foram tiradas.
A desta árvore, em frente ao Convento da Cartuxa em Évora, é uma das poucas que ainda resta.