Free Falling

Pequenas coisas que nos fazem tanto sentido.

Hoje num pequeno projecto escolar gravei um bocadinho desta música, enquanto cantava sentia-me viva, sentia o sangue a correr na guelra, senti saudades da adrenalina, de me expressar da forma que melhor sei e fiquei com vontade de o fazer mais vezes.
Ah se houvesse forma de apenas cantar na vida…que vida feliz.
Hoje apesar do cansaço o final de tarde soube a vida.

Obsessions by Sagmeister

Sagmeisterobsessions1

Este é um trabalho da Sagmeister Inc. que foi feito na Holanda com apenas moedas de cêntimos.

Achei interessante a frase, reflecte um tanto ou quanto a minha maneira de estar, por muito que por vezes me irrite.

Se existe algo para resolver ou há algum problema tenho que o resolver no imediato, o que por vezes precipita e faz-me tomar decisões e acções pouco reflectidas, tenho pouca paciência para esperar é um facto, chateia-me mas ainda não consegui evitar isso…já no trabalho faz com que não deixe nada para depois, que me faça insistir no focus em que estou e vencer todos os obstáculos que tenho de vencer, no ramo da música em que somos todos obsessivos profissionais não deixa de ser uma mais valia. No entanto, nas restantes áreas da vida ( ultimamente não parece mas eu tenho mais vida que o trabalho) faz-me tomar atitudes pouco reflectidas.

Por tudo isto esta frase fez-me muito sentido.

“Feridas Invisíveis”

Este é um texto muito interessante, sobre  a vida de um veterano da Guerra do Vietname, de certa forma explicou-me algumas coisas da forma como sou e como fui educada.

Leiam que vale a pena perder 10 minutos a ler a história de Karl Marlantes.

Those clouds of war can take a decade to engulf a veteran. Marlantes didn’t have his first flashback until about 15 years after he left Vietnam, when he walked into a business meeting one day and saw a pile of mangled bodies on the conference table.”

“When the peace treaty is signed, the war isn’t over for the veterans, or the family,” he says. “It’s just starting.”

T-5

Faltam 5 dias para a alforria….

Chateia-me que esteja tão cansada que só consiga pensar em quarta-feira que vem, porque no entretanto vou ter um domingo que em circunstâncias normais iria gostar bastante.

Audição dos meus alunos da Orquestra Geração, é sempre um momento em que me sinto orgulhosa deles e do trabalho que vêm conseguido concretizar, acompanho grande parte deles ao piano e nos ensaios tenho visto uma evolução verdadeiramente notável desde o Natal, trabalharam bastante, dá gosto trabalhar assim com miúdos que se esforçam e furam as dificuldades.

 

isn’t life strange

Apesar de ser nómada no trabalho e encontrar dezenas de pessoas todos os dias, a maioria com idade inferior a dez anos, sinto-me muito só, sinto-me agarrada as pequenas rotinas como que para espantar o vazio que a solidão deixa no dia a dia…

De repente o objecto mais importante passa a ser o telemóvel ( não porque faz chamadas mas porque me liga ao mundo, a civilização a que gostava de pertencer mas o meu quotidiano não permite) dou por mim constantemente no twitter à procura de novidades, coisas interessantes para ler, nos jornais nacionais e internacionais, algo que ajude a saber mais, porque sinto-me estancada a dar aulas, sinto que estou a perder vida la fora.

Olho para o email e para as sms a procura de novidades e noticias que raramente chegam porque as pessoas estão ocupadas e a trabalhar.

Se ficasse sem telemovel acho que os meus dias iam ser ainda mais deprimentes, porque esta solidão que sinto diariamente seria ainda maior, o mais engraçado de tudo isto é que eu não gosto de receber telefonemas…

Passo mais tempo fora de casa do que alguma vez passei e sinto-me aborrecida, parada no tempo, sem tempo para fazer as coisas que quero e preciso, sozinha…muito sozinha.

Conclusão e nota para o futuro, aceitar menos horas de trabalho, recebo menos mas sou mais feliz e não me sinto a desperdiçar tempo precioso de vida…