Se pudesse ter o dom de escolher com o que vou sonhar, hoje apetecia-me sonhar que andava por aqui:

NGC 3132: The Eight Burst Nebula
Foto retirada daqui.
Se pudesse ter o dom de escolher com o que vou sonhar, hoje apetecia-me sonhar que andava por aqui:

NGC 3132: The Eight Burst Nebula
Foto retirada daqui.
mas só me apetece dormir, acordo passado duas horas, durmo, almoço e depois durmo a sestinha dos justos, lá para a meia noite já tenho sono outra vez!
Acho que ando a por o sono em dia, mas parece-me que o meu corpo quer é hibernar.

Começar a ouvir música à meia noite faz com que às duas e meia esteja estão desperta como se fossem duas da tarde, com uma senhora vontade de fazer coisas embora saiba que deva ir dormir.
A culpa foi aqui da Maria que tem sido ouvida vezes e vezes sem conta
Yo soy María de Buenos Aires!
De Buenos Aires María ¿no ven quién soy yo?
María tango, María del arrabal!
María noche, María pasión fatal!
María del amor! De Buenos Aires soy yo!
Yo soy María de Buenos Aires
si en este barrio la gente pregunta quién soy,
pronto muy bien lo sabrán
las hembras que me envidiarán,
y cada macho a mis pies
como un ratón en mi trampa ha de caer!
Yo soy María de Buenos Aires!
Soy la más bruja cantando y amando también!
Si el bandoneón me provoca… Tiará, tatá!
Le muerdo fuerte la boca… Tiará, tatá!
Con diez espasmos en flor que yo tengo en mi ser!
Siempre me digo “Dale María!”
cuando un misterio me viene trepando en la voz!
Y canto un tango que nadie jamás cantó
y sueño un sueño que nadie jamás soñó,
porque el mañana es hoy con el ayer después, che!
Yo soy María de Buenos Aires!
De Buenos Aires María yo soy, mi ciudad!
María tango, María del arrabal!
María noche, María pasión fatal!
María del amor! De Buenos Aires soy yo!
e é nesta altura que concordo que deveriam haver bairros ou prédios só para músicos porque me apetecia cantar toda a noite e não pude….cantei para dentro!

Pobre XEzinho….
Todas as crianças deveriam ter um amigo destes em pequenos (ou na versão felina) eu tive e sinto-me uma privilegiada por isso.

Raros são os dias em que não me lembro dele.
Que sinto mais falta de Évora, Lisboa traz uma solidão fdp!!!!
porque hoje sinto-me em paz!
Colocar aqui recortes como um daqueles cadernos que eu fazia na minha adolescência, daqueles em que se colam as coisas especiais que contam histórias e que contam a nossa história.
Hoje está a ser um dia desses, cheios de pequenos momentos que nos transformam, cheio de imagens que gostavamos de guardar para todo o sempre bem junto do nosso coração.
Eu hoje recebi um beijinho, e não foi um beijinho qualquer foi um beijinho muito especial que me vai ficar guardado na eternidade, um beijinho de um menino de dois anos muito doentinho, eu estava a cantar e quando estava mesmo a acabar ele correu para mim, abriu os braços deu-me um abraço e um beijinho, como que a agradecer-me aquele momento, eu é que te agradeço D., eu é que te agradeço….deste-me a força e o ânimo para continuar a sorrir apesar do cansaço.
Aconselho-vos vivamente a ler o texto que se segue, espero que um dia quando tiver filhos lhes possa oferecer esta fantástica prenda que o Filipe Morato Gomes e a Luisa Pinto estão a oferecer à sua filhota, a bagagem cultural, a abertura de espirito, que esta criança vai trazer para casa é o melhor presente que estes pais lhe podiam ter oferecido.
“Ontem foi Dia Mundial da Criança e o Diário da Pikitim assinala a data com uma crónica diferente do habitual. A propósito do dia que recorda o direito das crianças serem crianças, fazemos uma espécie de balanço com pupilas de pais que observam a evolução da sua filha numa vida em movimento constante pelas estradas deste mundo. Um texto – mais que todos os outros – dedicado à criança tão especial que nos acompanha na pele de nómadas dos tempos modernos.
É um ano diferente, este. Especialmente para a Pikitim. O seu Jardim-Escola está longe, apesar de ela acompanhar os conteúdos leccionados à sua turma fazendo uma ficha de trabalho todos os dias úteis. É assim, aliás, que vai sabendo em que dia da semana está. “Hoje é sábado, mãe? Então não preciso de trabalhar”, relembra, semanalmente. De segunda a sexta, abastece-se de todo esse indispensável conhecimento “curricular” que a acompanhará vida fora. Mas em todos os sete dias da semana, outras não menos importantes aprendizagens lhe são proporcionadas pelas experiências vividas nesta viagem, ela própria uma “escola de mundo e de vida”, nas palavras do diretor do Jardim-Escola da Pikitim. E isso é coisa que já se nota nas atitudes da petiza.
Nestes primeiros meses de volta ao mundo, e de contacto intenso e ininterrupto entre pais e filha, nota-se que a Pikitim cresceu. Muito. Não só fisicamente, como é normal da idade, mas também ao nível da maturidade afetiva e do conhecimento do mundo e da vida. A viagem está a fazer-lhe bem. Claramente. A abrir-lhe horizontes para um futuro risonho e sem preconceitos.
Desde que partimos, a Pikitim já viu gente de diversas raças, muitos países e paisagens, várias línguas, diferentes graus de conforto, a pobreza e a riqueza, a dureza do trabalho (ela deixou-se sensibilizar, por exemplo, pela árdua labuta nos arrozais de Bali). Já vivenciou alguma multiplicidade cultural e conviveu com a diversidade religiosa. Experimentou comer com pauzinhos e com as mãos, adorou pintar e vestir sarongs, aprendeu a descalçar-se para entrar em casas ou templos e até a respeitar um longo dia de silêncio imposto pelo calendário balinês. Com a mesma naturalidade de quem está a brincar com as suas Polly Pocket, a jogar às cartas ou a fazer um desenho para enviar para as avós, os amigos ou os professores e colegas do Jardim-Escola.
Esta viagem tem tido, pois, momentos irrepetíveis, protagonizados pela curiosidade, ingenuidade e imaginação que só uma criança consegue ter. Um teleférico é facilmente visto como um pé de feijão gigante e uma torre de telecomunicações pode ser, afinal, a casa onde vive Rapunzel. Da mesma forma que os milhares de peixes coloridos encontrados nos mares asiáticos perdem todo o protagonismo para um único peixe-palhaço, por causa deNemo. E assim o mundo real se adapta ao universo da fantasia infantil.
Estamos certos que, se fosse pedido à Pikitim para fazer um pequeno balanço do que têm sido os primeiros meses desta viagem, ela diria que a experiência tem sido “maravilhosa”. É uma palavra que emprega com alguma facilidade desde que iniciámos a viagem. Porque anda feliz.
Sabe reconhecer “lugares incríveis” como os que encontrou no arquipélago Bacuit, nas Filipinas, e apreciar as brincadeiras proporcionadas por duas visitas ao Museu Pambata, na capital Manila. E guarda a ilha tailandesa de Koh Muk no coração, como um dos seus lugares preferidos porque, apesar de estar meio adoentada, foi onde conheceu Lincoln, um menino britânico-tailandês de três anos, a sua primeira grande amizade na estrada.
Pela mesma razão – a de ter amigos por perto -, a Pikitim não tem dúvidas em afirmar que o seu lugar preferido foi Langkawi. Porque partilhou quase todos os momentos na ilha malaia com a portuguesa Margarida, sensivelmente da sua idade, de quem se tornou amiga inseparável. Ao rol de amigos que fez nesta viagem, deve ainda juntar-se a holandesa Astrid, de cinquenta e muitos anos, que conheceu na ilha de Palawan e adotou como mãe, amiga, irmã – nunca saberemos! -, e os irmãos Latif e Najwa, com quem correu atrás de cabras e galinhas numa aldeia perto de Borobudur, na ilha indonésia de Java.
Com a Margarida foi fácil brincar; com os outros, havia a barreira da língua que, aos poucos, procurou ultrapassar. Começou com gestos, depois umas palavras a medo e, por agora, já consegue responder a perguntas básicas em inglês. E é lindo ver tudo isso acontecer tão rapidamente. Fazer com que ela aprenda a falar algumas palavras na língua local – olá, obrigado – tem sido uma das nossas preocupações, e é comum encontrá-la a falar sozinha (perdão, com os seus bonecos e os seus botões!) numa língua imaginária, onde se percebem algumas palavras em inglês, malaio ou tailandês.
E para nós, pais, como tem sido a experiência? Tem sido fantástico ver o mundo pelos olhos de uma criança e aprender com ela. Porque é a sua curiosidade infantil que, muitas vezes, nos obriga a procurar respostas. Porque está sempre a surpreender-nos com a sua perspicácia, com a sua atenção, com a sua sede de saber. E porque tem sido gratificante voltarmos a ser crianças para participar nas brincadeiras que ela inventa e entrar num mundo de faz-de-conta cada vez mais elaborado.
No entanto, apesar de tudo estar a ser “maravilhoso”, não há dúvida que falta algo à Pikitim. Para ter um Dia Mundial da Criança perfeito, a culminar os meses fantásticos que temos passado em conjunto, faltou que se abeirasse de nós um pequeno autocarro com os seus principais tesouros: os seus amigos. É quase sempre dos amigos de Portugal que ela se lembra quando encontra algo que a entusiasma ou conhece um sítio que a surpreende. E pensa logo em escrever cartas, mandar postais ou, mais comum, fazer desenhos para partilhar com todos eles. Ela gostaria de ter os amigos por perto – é disso que sente falta. Porque uma criança precisa de outras para ser criança. Ontem e todos os dias.”
Mas eu cá sou muito feliz quando o chão está coberto com folhas de jancarandá….e as ruas se pintam de lilás.
E é isso, uma audição a menos, uma apresentação da Flauta Mágica a menos depois deste fim de semana, ficam a faltar duas Óperas e um concerto de coro, para o stress diminuir para níveis mínimos.
Começa a cheirar cada vez mais a verão e às merecidas férias, repletas de coisas que me apeteceu fazer durante o ano mas não tive tempo 😉