Músicas da tarde

Depois de ontem ter andado nos anos 60 e 70 brasileiros num concerto de Bossa Nova com a Paula Morenlembaum no Espaço Brasil, hoje ando com as modas lusas de Coimbra que é de onde vêm as melodias mais bonitas e com a poesia mais bem escrita que este país tem visto.

 

mpmp

O mpmp foi noticia no Brasil.

Leiam para ficarem a conhecer melhor o Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa:

O Movimento Patrimonial Pela Música Portuguesa (MPMP) nasceu em 2009, com a finalidade de divulgar música erudita de tradição ocidental.

“A associação tem organizado várias iniciativas relacionadas com a promoção deste tipo de música, nomeadamente a publicação da revista quadrimensal “Glosas”, única a nível mundial, dedicada ao património musical da cultura lusófona.

Um dos objetivos do MPMP é “a edição de partituras de obras de compositores portugueses, de todas as épocas”, revelou Edward Luiz Ayres d’Abreu, membro da direção, ao GECoRPA – Grémio do Património. “Estabelecemos um protocolo com a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) para a coedição de alguns volumes num futuro próximo, relativos a compositores cujo espólio se encontra na BNP, e editamos também outros vários compositores de todas as épocas”.
 
O MPMP está ainda a desenvolver uma base de dados de compositores, disponível aqui, com informações que abrangem vários períodos temporais, desde o século XIII até à contemporaneidade.
 
Porém, como sublinha Edward Luiz Ayres d’Abreu, “estamos a falar de um património que vive no tempo: é preciso fazê-lo tocar, e esses momentos são efémeros, a menos que se façam gravações”. A associação organiza, por isso, “uma intensa Temporada de Concertos, em que vários músicos levam, a vários pontos do país, a música destes compositores esquecidos”.

Uma das próximas atividades promovidas pelo MPMP é o “Ciclo de Música Portuguesa – Três Dias, Três Séculos”, organizado em conjunto com a BNP. “É um ciclo de três concertos que dará a conhecer alguns dos mais (injustamente) desconhecidos e negligenciados compositores portugueses da nossa História”, explica o representante e fundador do Movimento.

A iniciativa, que terá lugar na BNP, irá ocorrer nos dias 2, 4 e 5 de março e tem entrada livre.

A primeira data será dedicada ao século XVIII, realçando o trabalho dos músicos Carlos Seixas, João Sousa Carvalho e Domenico Scarlatti.

No dia 4 de março serão desenvolvidas atividades ligadas ao século XIX, com a interpretação de obras de João Domingos Bomtepo e Alfredo Keil. Este último compositor, destaca Edward Luiz Ayres d’Abreu, “tem uma peça cantada por todos os portugueses, sem que a maior parte destes o saibam: o Hino Nacional! Mas, para além desta, praticamente ninguém conhece as suas outras obras musicais”.

A iniciativa culmina no dia 5 de março, com destaque para o século XX e para a música de Joly Braga Santos, Cláudio Carneyro, Frederico de Freitas, Luiz de Freitas Branco e Fernando Lopes-Graça.

A parceria com a BNP não é novidade para o Movimento: ”Temos vindo a organizar vários eventos na BNP, como lançamento da revista, concertos diversos e o ciclo ‘Conversas com Compositores’, em que convidamos jovens criadores portugueses a apresentar a sua obra e a falar sobre o seu processo criativo”, revela Edward Luiz Ayres d’Abreu.
 
O MPMP encontra-se também a desenvolver um projeto de edição discográfica, intitulado “melographia portugueza”. A coleção inclui a primeira gravação mundial da obra integral para tecla do compositor barroco português Carlos Seixas, gravada no Cravo Antunes do Museu da Música, classificado como Tesouro Nacional, e no órgão do Mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto, nunca antes gravado. “Neste caso particular, a divulgação do património musical através dos CDs alia-se à preservação e divulgação do próprio património organológico”, afirma o fundador do MPMP.
 
As iniciativas do Movimento têm sido recompensadas com um aumento de interesse por parte público. “A associação tem crescido de forma inesperadamente acelerada”, nota Edward Luiz Ayres d’Abreu. “Entre 2009 e este ano sucederam-se projetos bem-sucedidos e para o futuro próximo temos novos planos e novas ideias”.
 
Continuar a promover o património musical de cultura lusófona é a prioridade do MPM, sublinha o representante. “Quando fazemos com que alguém descubra que, para além de Mozart, Beethoven ou Vivaldi, há compositores portugueses de indiscutível qualidade, como Carlos Seixas, Luiz de Freitas Branco ou Fernando Lopes-Graça, sentimos que a nossa missão foi cumprida. E temos sentido isso muitas vezes ao longo do nosso ainda relativamente curto percurso”.

in Geocorpa

Concurso Novos Compositores

Organizado pela Orquestra Metropolitana e o mpmp – movimento patrimonial pela música portuguesa.

“Depois das sessões de leitura das onze peças seleccionadas, que se realizaram ontem na Sede da Metropolitana, são já conhecidas as duas peças vencedoras: ‘Sobre frutos secos’, de Carlos Filipe Cruz, e ‘Sinfonieta em três andamentos’, de Francisco Chaves.

As duas obras terão agora a sua estreia pública no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, no dia 3 de Maio de 2013, sob direcção do maestro Nir Kabaretti.”

Devo dizer que Francisco Chaves é aluno do Curso de Música da Universidade de Évora, no ramo de guitarra e no ramo de composição, e tem apenas 19 anos.*

* Ok pode ser publicidade apenas a um, que curiosamente estuda na Universidade onde eu estudei,mas eu nunca disse que era imparcial.

“What should classical music’s young meteor do with the rest of his life? “

Vale a pena ler o artigo aqui.

Há qualquer coisa de facto especial nos músicos saidos do El Sistema, não é um concerto igual a outros, toca-nos, mexe connosco, ninguém consegue ficar sentado impávido na cadeira.

“The applause feels visceral. Rather than leading the musicians in another regular bow, Dudamel motions for them to swivel and face the $17 seats known as “orchestra view”. The noise climbs another few decibels, and in our brightly coloured seats in the stalls, here in the music hall that Gehry intended to be a “living room for the city”, the CEO of the LA Phil, Deborah Borda, leans in towards me.

 “That was something he did instinctively, first time he ever performed here,” she says. “Now you think about it, it’s obvious, to turn the orchestra around and include all the people behind them. But it had never occurred to any conductor to do it before.” Dudamel, a surprisingly short figure for a towering presence, remains planted within the ranks of his orchestra. Much in demand around the globe, he is only in LA for about 15 weeks a year. Have any visiting conductors learned from his approach? “Not a single one.

 “So I ask instead about that communal bow: is it a conscious decision not to enjoy a moment of individual glory? “I don’t see another way!” he says, with a wide smile. “The conductor is just a person who is part of the team. Imagine I was just ‘conducting’ here, now: you would receive nothing. You’d think I was just some crazy guy waving my arms around.” Then the man who has been labelled the Musical Messiah points out something most conductors have either forgotten or never believed. “The thing is, you need the orchestra. You need them much more than they need you.”

in moreintelligentlife.com


Concordamos!

E a música não é, para este Papa, uma questão de somenos. “Uma Igreja que se limite apenas a fazer música corrente cai na incapacidade e torna-se, ela mesma, incapaz”, afirma na entrevista a Vittorio Messori. Lamenta, por isso, que a música sacra, após o Concílio Vaticano II, esteja hoje confinada a celebrações especiais e quase não se ouça nas igrejas de paróquia. Tudo para atrair esses jovens “cujo sentido acústico”, diz, “foi corrompido e degenerado, a partir dos anos 60, pela música rock e por outros produtos semelhantes”.”

Fortunas gastas em obras primas que agora ficam fechadas nas gavetas e relegadas para segundo plano por músicas de dois ou três acordes, embaladas pela mesma lengalenga sempre….

in Público.